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Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

29
Jan17

Alternativas "Minimal Waste"

Goulart Pinheiro

Embora o movimento se chame "Zero Waste", eu penso que é um nome falso, porque a verdade é que mesmo comprando a granel, os ingredientes e produtos têm que chegar às lojas embalados de alguma forma.

 

Assim, sugiro aqui algumas pequenas alterações que já introduzi por forma a produzir menos lixo e a consumir menos matérias primas.

 

1. Escovas de dentes em que apenas se mudam as cabeças.

Não é fácil de encontrar, no entanto, no celeiro, vendem-se escovas em que é possível apenas trocar a cabeça. A escova em si custa 2,29€ e cada recarga aproximadamente 0,85€ (vêm 4 recargas de cada vez por 3,29€). A meu ver é bastante mais barato do que as escovas "normais" e o cabo nunca vai para o lixo. Para além disso, as escovas são feitas com cerdas naturais, o que permite a sua compostagem, diminuindo o lixo produzido.

 

2. Pasta de Dentes sem Embalagens Extra.

Na maioria das marcas a embalagem de pasta de dentes é composta por uma embalagem de plástico onde vem a pasta, e uma embalagem de cartão por fora. Se pensarmos bem, a embalagem de cartão é completamente desnecessária e apenas serve para produzir mais lixo.

Embora tenha tentado fazer pasta de dentes em casa, a verdade é que o sabor era horrível. Achei que era uma questão de hábito, mas uma semana a utilizá-la serviu para provar que não me conseguia habituar. Para quem achar que poderá ser uma boa alternativa, poderei colocar um post sobre a receita que utilizei, caso contrário, na Miosótis em Lisboa, vendem-se pastas de dentes que vêm apenas embaladas numa camada de plástico. As pastas são 100% biológicas e trazem muito menos químicos, uma vez que não trazem químicos sintéticos, apenas químicos sintetizados a partir de produtos naturais. A pasta de dentes custa 2,99€, o que é mais barata do que muitas marcas mais comerciais.

 

Por agora são estas as alterações que já fiz. No entanto, pondero fazer ainda bastantes mais e manter-vos-ei a par das mesmas para que possam experimentar e ver se se aplicam ao vosso dia-a-dia, e ao Orçamento Familiar, o que é sempre importante a ter em conta.

15
Jan17

Zero Waste Dicas

Goulart Pinheiro

Estou de volta da Madeira e decidi trazer-vos algumas dicas para que com pequenos passos se possam aproximar do estilo de vida minimalista que envolve a produção de menos lixo, conhecido como Zero Waste Movement.

 

  • Comprar roupa em 2ª mão, comprar roupa artesanal ou roupa ecológica. Isto pode envolver uma discussão sobre o facto de se estar a dar dinheiro a grandes empresas que vivem da roupa que as pessoas doam para a caridade, no entanto, existem lojas físicas que vendem roupa em 2ª mão e que na verdade a compram (Loja do Baú em Campo de Ourique). Por outro lado, o facto de se reutilizar roupa ao invés de passar por todo um novo processo de produção é bastante mais ecológico. O melhor será sempre comprar roupa artesanal. Em Portugal temos ainda bastantes lãs, pantufas e pijamas. É tudo uma questão de procurar;
  • Comprar sapatos de fabrico nacional: pode não parecer directamente relacionado, no entanto, o facto de estarmos a comprar algo que é produzido em Portugal não só ajuda a nossa economia, como não faz com que as peças tenham que viajar milhares de kilómetros, poluíndo mais;
  • Utilizar a agenda no telemóvel: eu particularmente não utilizo esta dica porque prefiro escrever tudo em papel e fazer a  agenda à minha medida, no entanto é mais ecológico não utilizar tanto papel;
  • Tirar notas de reuniões e apontamentos pelo computador: eu passei a utilizar este método porque na maioria das vezes acabava por ter que passar as coisas para o computador na mesma, o que me dava o dobro do trabalho. Assim poupo trabalho e papel;
  • Utilizar detergentes ecológicos e/ou a granel: a grande novidade aqui é que a Miosótis, em Lisboa, já vende detergentes a granel, permitindo reutilizar a embalagem o número de vezes que quisermos;
  • Embalar os alimentos em metal, tecido, vidro ou plástico forte que possa ser lavado e reutilizado ao invés de plástico e alumínio descartável;
  • Comprar embalagens maiores: ajuda a poupar a quantidade de plástico e na grande maioria das vezes sai mais barato;
  • Levar sacos e embalagens para o supermercado de modo a poder trazer os alimentos necessários como frutas e legumes sem ser em sacos de plástico que muitas vezes utilizamos apenas para isso e depois deitamos fora;
  • Não embrulhar prendas: independentemente de virem embrulhadas ou não, as prendas continuam a ser prendas, reutilizar papel anterior, utilizar papel de jornal ou revista ou não embrulhar de todo são boas alternativas;
  • Comprar local: normalmente o consumo de embalagens é muito menor, o consumo de combustível também e ajuda o comércio local e as famílias directamente ao invés de dar dinheiro às grandes mutlinacionais.

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Sobre Isto

O minimalismo apresentou-se a mim não como uma moda a adoptar no momento, mas como um estilo de vida a adoptar sempre. Como Ecologista convicta, sou totalmente contra o estilo de vida de consumo desenfreado que vivemos nos dias de hoje em que interessa ter muito. Acredito que "o caminho se faz caminhando" e por isso não coloco quaisquer expectativas sobre o que o futuro trará, ao invés, acredito nas mudanças presentes e que devemos viver agora o que deve ser vivido agora. Ter muitas coisas ocupa muito espaço físico e mental, muita preocupação. Minimalizar tornou-se uma prática de relaxamento e em que ter pouco é ter muito mais.

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