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Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

13
Fev18

Escovas de Dentes: para que vos quero?

Goulart Pinheiro

O título é enganador, não vos vou dizer para deixarem de utilizar escovas de dentes, isso seria... nojento.

 

No entanto, alguma vez pensaram na quantidade de plástico que gastam com as escovas de dentes? Pois bem, segundo os dentistas, devemos mudar de escova de dentes de 3 em 3 ou de 4 em 4 meses, considerando a quantidade de bactérias que se acumulam nas escovas de dentes. Eu entendo, também começa a ser um bocado nojento lavar os dentes com sujidade... Nesse caso, é melhor estar quieto.

 

Mas quantos de vós realmente põem as escovas para reciclar depois de as usarem, ou mesmo pondo, têm 100% de certeza que ela é 100% reciclável? Digo-vos já que acho altamente improvável. Por exemplo, as fibras utilizadas nas escovas de dentes comerciais, como as da Colgate, Aquafresh e Oral-B, são fibras para as quais ainda não se encontraram soluções de reciclagem dado o material com que são feitas.

 

Assim, venho-vos apresentar, ou re-apresentar as escovas de dentes de bambu!

 

Sendo 100% feitas de produtos orgânicos e não sintetizados através do petróleo, com 0% de plástico, é muito fácil a sua compostagem. Mesmo que as deitem no ar livre (não façam isso, é um pouco nojento) elas irão ser consumidas pelos nossos pequenos decompositores e irão fornecer nutrientes ao ciclo da matéria.

 

A grande maioria das escovas de dentes deste género à venda têm preços incrivelmente elevados (3€ até 7€ por escova). Mas, como eu sou vossa amiga, nunca na vida vos iria falar nisso, sem dar um hipótese válida, por isso, aguentem os queixos:

0,49€ foi o preço que eu paguei pelas minhas escovas, mandadas vir da Internet. Sim, muito mais baratas até que as de marca branca, não têm de quê!

Basta fazerem uma rápida pesquisa que encontram as vossas necessidades. Para criança, para adulto, escovas mais duras ou mais suaves. Feitas de bambu ou madeira, com cerdas naturais, e lavam tão bem como todas as outras.

 

Da próxima vez que pensarem na vossa higiene oral, ponderem quanto dinheiro podem poupar com ela. E se precisarem de dicas, é só mandar uma mensagem ou comentário que aqui a je ajuda!

28
Nov17

Eu e o Copo Menstrual

Goulart Pinheiro

Preparem-se, porque este post não será particularmente agradável.

 

Tendo em conta que o copo menstrual é algo verdadeiramente ecológico (reutiliza-se durante o período, ferve-se e volta-se a utilizar por um período de 5/6 anos) e é verdadeiramente barato, considerando que eu comprei o meu por 9€ (carrefour espanha) e que uma caixa de tampões custa 3€/4€; o que no mínimo representa uns 12€ por ano. Num ano já se está a poupar.

 

Parece um bom investimento até se considerarmos nos benefícios que o copo traz, como a impossiblidade de se ter o síndrome de choque tóxico, o facto de não se ter que estar constantemente preocupado em trocar o tapão e andar com eles atrás e etc., etc., etc.

 

No entanto, as mulheres não são todas iguais e como tal, não podemos acreditar que o mesmo método se aplica a todas. Eu posso ser o exemplo.

A minha primeira experiência com o copo menstrual foi desastrosa. Em primeiro lugar para o colocar... Não é tão fácil como um tampão. 

Depois tem a questão da posição horizontal (aquela na qual a maioria das pessoas dorme). Tendo em conta que o copo não é absorvente, a possibilidade de fuga é bastante real. 

O ponto seguinte prende-se, no meu caso, com o facto de ter costas tortas (a coluna), o que faz com que a minha bacia esteja algo deslocada e consequentemente a minha vagina não está totalmente na posição vertical. Como tal, a possibilidade de fuga é igualmente real.

A parte de retirar o copo foi, ainda assim, a mais caricata. Ora, o copo traz no fundo uma pega que serve para retirar o copo (como o fio do tampão) e até diz nas instruções que depois de utilizar a primeira vez, se deve cortar essa pega à medida. Pois bem, alguém devia ter dito aos senhores que fazem os copos que se calhar deviam também ter mandado mais pega no caso de alguém precisar de acrescentar, como é o meu caso. Já estão a imaginar o cenário de tentar andar "no escuro" à procura da pega para o retirar.

Por fim, quando o retirei parecia que todos os meus órgãos reprodutores queriam sair do meu corpo através do copo tal era a situação de vácuo ali criada. Resultado: total desilusão.

 

Ainda assim, como quem quer dar uma segunda oportunidade às invenções dos dias de hoje e tal os benefícios (que de facto existem e são bons), voltei a tentar.

Não correu melhor. Mas pior que tudo isso, foi que ao retirar o copo, este escorregou-me das mãos e foi parar ao fundo da sanita - muito, muito agradável como imaginam. Sem copo e sem alternativa, lá me salvaram os pensos higiénicos que guardo no trabalho "para o caso de...". Ora imaginem lá isto na casa de banho do café, ou dos transportes públicos, ou outra qualquer situação constrangedora que possam imaginar.

 

Caso para dizer que desisti do copo. Mas não desisti das alternativas ecológicas. Hoje existem, igualmente, pensos reutilizáveis, feito com um material qualquer absorvente, que é lavável e desinfectável e que traz igualmente alguns benefícios como anunciar que não parece que têm uma fralda vestida. Prometo que irei experimentar e dar-vos nota do caso!

 

Por agora desejo que experimentem os vossos copos e que partilhem a vossa experiência ou opinião.

27
Nov17

Gelinho Verde?

Goulart Pinheiro

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Eu sei que me vão dizer que o gelinho não é particularmente ecológico, e é verdade! Mas se forem pessoas como eu, que gostam ao máximo de ter as unhas arranjadas e bonitas porque é uma forma que têm de se sentir mais femininas, mais arranjadas e até mesmo organizadas, gelinho é a opção mais ecológica.

Durante muito tempo usei vernizes normais, que se estragam muito facilmente, fora o dinheiro e os gastos em acetona, algodão e, claro, verniz porque todos os dias é preciso retocar. As minhas unhas nunca duraram mais de dois dias arranjadas, mesmo usando luvas para fazer tudo!

Até que descobri o gelinho! Milagre dos milagres: é menos agressivo para as unhas do que o gel, dura muito mais tempo e até pude deixar de usar luvas para lavar a loiça ou a casa de banho que ele não sai. Ao fim de um mês (o tempo que ele dura nas minhas mãos) é um simples produto que o retira e voltamos a ter as nossas unhas normais, e as minhas nunca ficaram amarelas como com os restantes vernizes "normais".

No entanto tive as minhas desilusões. A primeia vez que o fiz foi na conceituada marca Nails4US, paguei bem (mais de 20€) para umas unhas que me duraram 6 dias - nunca mais me esqueci. E fiquei chateada (claro) e decidi que não o faria mais, tendo em conta que não compensava.

ATÉ um dia a minha prima me ter aparecido à frente com gelinho com duas semanas e as unhas dela estavam impecáveis.

- Onde fizeste isso?

- Em Oeiras?

- Quanto pagaste?

- 10€

Como assim? Claro que eu não podia ir para Oeiras na altura porque faculdade e trabalho, ir a Oeiras não eram 10 minutos.

Mas decidi começar a investigar sítios mais próximos de mim para fazer as unhas a preços mais baratos. Na altura as unhas de gel eram o que estava mais na moda e não foi fácil encontrar sítios que fizessem gelinho. E sempre que os encontrava, saía desiludida. Mas como quem busca sempre encontra:

Um dia, a minha cabeleireira disse-me que tinha uma rapariga nova para as unhas que a filha dela dizia que era muito boa e eu não hesitei e decidi marcar e experimentar. Desilusão por desilusão: perdida por uma, perdida por mil.

Foi a melhor experiência que tive! Muita simpatia e profissionalismo, muito cuidado, mas sobretudo a sensação de que é uma amiga que nos está a arranjar as unhas. 

Acabei por me mudar para longe e, com isso, tentar arranjar outro sítio onde arranjar. Todos foram uma desilusão. 

Disse à minha mãe: mãe, tens que ir à Sofia, ela é a melhor.

E mesmo estando longe, nem que tenha que arranjar um dia de férias ou uma tarde, ou umas horas, é lá que vou, é lá que estou rendida. Nunca fico desiludida com nada. Já fiz depilações, unhas e até massagens! Mesmo quando as minhas unhas estão horríveis, a Sofia consegue dar a volta!

Por isso, aconselho a todos os que passarem na zona de Sacavém (concelho de Loures) a mandarem mensagem à Sofia: https://www.facebook.com/sofia.roque.581 e combinarem porque vale mesmo a pena!

E não é ultra verde, mas é ultra nice!

 

 

19
Nov15

Localmente

Goulart Pinheiro

Hoje decidi escrever sobre consumo local. Nos dias que correm, e na economia em que vivemos, consumir local pode tornar-se uma realidade distante.

No entanto, são cada vez mais os "empreendedores" que decidem abrir mercearias com um ar moderno, lojas e toda uma oferta de bens essenciais ao nosso dia-a-dia.

 

Consumir local é do ponto de vista ecológico (e claro, minimalista) uma mais valia. Comecemos por dizer que estimula a economia local. Por outro lado, muitas destas "lojas de bairro" são negócios de família, e, por isso, estaremos a contribuir directamente para o rendimento de alguém ao invés de contribuirmos para o gigante lucro de grandes multinacionais que pagam esmolas aos seus trabalhadores. Por fim, emitimos muito menos dióxido de carbono (e outros gases com efeito de estufa) para a atmosfera. Por não precisarmos de utilizar carro para ir às compras, e por não ser preciso transportar as coisas desde uma grande distância até ao local de venda (estamos a falar claro de produção local).

 

 

 

Claro que pode ser colocada na discussão o facto de num supermercado os preços serem mais competitivos. Isso poderá ser verdade para produtos de cosmética, higiene pessoal, oral, comida pré-fabricada e enlatados, bolachas e afins. Mas, pelo menos, na realidade que conheço (a da minha cidade) as frutas e os legumes saiem mais baratos no comércio local, assim como a carne, o peixe e a charcutaria. Obviamente, tem que existir um equiílibro, mas se todos contribuirmos e promovermos a economia local, só há razões para prosperar e promover justiça social.

05
Nov15

O minimalismo e a pegada ecológica.

Goulart Pinheiro

Para aqueles que não sabem, eu sou a fã nº 1 do Ambiente. E não é fã de: sim, adoro árvores e baleias e etc. Não, sou convictamente ecologista e acredito que o futuro da Humanidade (e de todas as outras espécies no planeta) depende do entendimento daquilo que é a Ecologia, o equílibrio dos ecossistemas e quais as formas de nos salvaguardarmos de eventuais catástrofes que coloquem a vida na Terra, como a conhecemos, em risco.

 

Por isso, esta foi outra das razões pelas quais decidi aderir ao minimalismo. O consumo desenfreado faz aumentar, e muito, as linhas de produção, aumentado a exploração dos recursos naturais e pondo um enorme stress no meio ambiente. Fora tudo isto, o actual sistema de produção em larga escala aumenta substancialmente o desperdício.

 

No entanto, aquilo que me traz aqui hoje é mais a discussão do natural vs. sintético. Esta é uma discussão levada a cabo por diversos ecologistas, defensores do ambiente, cientistas e afins e que levanta muitas questões. A verdade é que utilizar fibras naturais à partida parece algo mais ecológico, mais natural. Pode não provocar tantas reações alérgicas ou similares. Para além disso, parece não custar tanto. No entanto, vou deixar-vos este quadro:

 

 

Se olharmos para este quadro conseguimos ver que o algodão consome em média 18 000 litros de água por cada quilo de roupa. São muitos litros de água... Também a viscose consome 640 litro de água por cada quilo de roupa. No entanto, são as fibras sintéticas que consomem mais energia, sendo que o poliéster consome 109 gigajoules, o que, para quem não entende de medidas de energia, num ano em usos domésticos uma pessoa gasta à volta de 4000 GJ (atenção, por ano). Ou seja, por cada quilo de roupa produzido é gasta energia equivalente a 10 dias em uso doméstico. Fora isto, há ainda que considerar a durabilidade das fibras, sendo que as fibras sintéticas, por serem menos biodegradáveis, prometem maior durabilidade.

 

Como é possível verificar, a discussão irá continuar, uma vez que hoje em dia, a energia ainda é altamente dependente dos combustíveis fósseis, que também são altamente desvantajosos para o ambiente.

 

No entanto, quanto feita a reflexão sobre o assunto há que considerar sempre que menos é melhor: não há tanta exploração de recursos naturais e não há tanto desperdício, o que causa menos stress nos ecossistemas. Vivermos apenas com aquilo que precisamos e com aquilo que nos faz felizes, sem consumirmos desenfreadamente coisas que não acrescentam nada à vida parece ser a solução, na minha opinião...

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Sobre Isto

O minimalismo apresentou-se a mim não como uma moda a adoptar no momento, mas como um estilo de vida a adoptar sempre. Como Ecologista convicta, sou totalmente contra o estilo de vida de consumo desenfreado que vivemos nos dias de hoje em que interessa ter muito. Acredito que "o caminho se faz caminhando" e por isso não coloco quaisquer expectativas sobre o que o futuro trará, ao invés, acredito nas mudanças presentes e que devemos viver agora o que deve ser vivido agora. Ter muitas coisas ocupa muito espaço físico e mental, muita preocupação. Minimalizar tornou-se uma prática de relaxamento e em que ter pouco é ter muito mais.

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