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Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

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28
Nov17

Eu e o Copo Menstrual

Beatriz Goulart

Preparem-se, porque este post não será particularmente agradável.

 

Tendo em conta que o copo menstrual é algo verdadeiramente ecológico (reutiliza-se durante o período, ferve-se e volta-se a utilizar por um período de 5/6 anos) e é verdadeiramente barato, considerando que eu comprei o meu por 9€ (carrefour espanha) e que uma caixa de tampões custa 3€/4€; o que no mínimo representa uns 12€ por ano. Num ano já se está a poupar.

 

Parece um bom investimento até se considerarmos nos benefícios que o copo traz, como a impossiblidade de se ter o síndrome de choque tóxico, o facto de não se ter que estar constantemente preocupado em trocar o tapão e andar com eles atrás e etc., etc., etc.

 

No entanto, as mulheres não são todas iguais e como tal, não podemos acreditar que o mesmo método se aplica a todas. Eu posso ser o exemplo.

A minha primeira experiência com o copo menstrual foi desastrosa. Em primeiro lugar para o colocar... Não é tão fácil como um tampão. 

Depois tem a questão da posição horizontal (aquela na qual a maioria das pessoas dorme). Tendo em conta que o copo não é absorvente, a possibilidade de fuga é bastante real. 

O ponto seguinte prende-se, no meu caso, com o facto de ter costas tortas (a coluna), o que faz com que a minha bacia esteja algo deslocada e consequentemente a minha vagina não está totalmente na posição vertical. Como tal, a possibilidade de fuga é igualmente real.

A parte de retirar o copo foi, ainda assim, a mais caricata. Ora, o copo traz no fundo uma pega que serve para retirar o copo (como o fio do tampão) e até diz nas instruções que depois de utilizar a primeira vez, se deve cortar essa pega à medida. Pois bem, alguém devia ter dito aos senhores que fazem os copos que se calhar deviam também ter mandado mais pega no caso de alguém precisar de acrescentar, como é o meu caso. Já estão a imaginar o cenário de tentar andar "no escuro" à procura da pega para o retirar.

Por fim, quando o retirei parecia que todos os meus órgãos reprodutores queriam sair do meu corpo através do copo tal era a situação de vácuo ali criada. Resultado: total desilusão.

 

Ainda assim, como quem quer dar uma segunda oportunidade às invenções dos dias de hoje e tal os benefícios (que de facto existem e são bons), voltei a tentar.

Não correu melhor. Mas pior que tudo isso, foi que ao retirar o copo, este escorregou-me das mãos e foi parar ao fundo da sanita - muito, muito agradável como imaginam. Sem copo e sem alternativa, lá me salvaram os pensos higiénicos que guardo no trabalho "para o caso de...". Ora imaginem lá isto na casa de banho do café, ou dos transportes públicos, ou outra qualquer situação constrangedora que possam imaginar.

 

Caso para dizer que desisti do copo. Mas não desisti das alternativas ecológicas. Hoje existem, igualmente, pensos reutilizáveis, feito com um material qualquer absorvente, que é lavável e desinfectável e que traz igualmente alguns benefícios como anunciar que não parece que têm uma fralda vestida. Prometo que irei experimentar e dar-vos nota do caso!

 

Por agora desejo que experimentem os vossos copos e que partilhem a vossa experiência ou opinião.

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Sobre Isto

O minimalismo apresentou-se a mim não como uma moda a adoptar no momento, mas como um estilo de vida a adoptar sempre. Como Ecologista convicta, sou totalmente contra o estilo de vida de consumo desenfreado que vivemos nos dias de hoje em que interessa ter muito. Acredito que "o caminho se faz caminhando" e por isso não coloco quaisquer expectativas sobre o que o futuro trará, ao invés, acredito nas mudanças presentes e que devemos viver agora o que deve ser vivido agora. Ter muitas coisas ocupa muito espaço físico e mental, muita preocupação. Minimalizar tornou-se uma prática de relaxamento e em que ter pouco é ter muito mais.

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