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Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

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12
Abr16

Acne #MyStory

Beatriz Goulart

Embora ainda não seja uma história com fim, decidi partilhar a minha história sobre acne. Decidi fazê-lo, sobretudo, porque há muitas pessoas que o fazem e por isso, eu achei que mais uma não fazia mal.

 

O acne é uma coisa normal (para quem o começou a ter agora, prepare-se que vai ouvir isto durante muito tempo), mas, apesar de ser normal, de muita gente o ter, continua a ser chato. Para além de chato, para muitas pessoas pode ser uma razão para ter baixa auto-estima, entre outras coisas.

 

Não é bonito. Pode ser normal e natural, mas não é bonito, pode ser doloroso, entre outros adjectivos que podia mencionar aqui. Se fizerem uma rápida pesquisa, como eu já fiz, inúmeras vezes, irão descobrir, que existem maioritariamente dois tipos de acne e que são tratados de forma diferente. Mas a verdade, é que isso não vos vai servir de nada, porque não irá resolver o problema, excepto se forem dermatologistas e souberem como o resolver.

 

Eu vi muitos vídeos, li muitas coisas e, infelizmente, tentei muitas coisas que só me fizeram gastar dinheiro. Mas aqui fica a minha história:

 

Como a larga maioria dos adolescentes, com a puberdade começaram a aparecer-me algumas borbulhas, pontos negros, etc. Como dizem que é uma coisa normal e natural cometemos o primeiro erro:

 

#Erro1: Comprar uma data de produtos de supermercado para limpar, esfoliar, tonificar, hidratar. Gastar uma data dinheiro em produtos que toda a gente usa, estão disponíveis por um custo baixo e não servem para nada.

 

Para algumas pessoas, podem até servir de alguma coisa, mas muitas vezes, têm apenas o efeito placebo: achamos que sim.

 

Atenção, eu utilizei estes produtos durante muitos anos. E não digo que não o devam fazer. Mas continuem a ler e perceberão.

 

O meu acne ficou seriamente pior depois de entrar para a faculdade, embora não consiga exactamente determinar as causas. Poderá ter sido mais stress, pior alimentação, falta de água. Ou pode ter sido de tudo um pouco. A verdade é que fora os pequenos pontos negros e borbulhinhas que costumava ter na chamada zona T, passei a ter borbulhas e pontos negros nas bochechas e no queixo extremamente dolorosas, altamente hiperpigmentadas. No entanto continuei a usar os mesmos produtos e a tapar tudo com maquilhagem. E assim cheguei ao erro 2.

 

#Erro2: Tapar os poros com maquilhagem.

 

Embora eu removesse tudo no final do dia, a verdade é que andar um dia inteiro com maquilhagem na cara é muito mau porque não deixa a pele respirar e permite que a porcaria produzida pela própria pele, se acumule debaixo da camada de maquilhagem, ficando a cultivar bactérias mesmo na nossa pele. Nojento, eu sei.

 

Em especial, devido à minha crescente exposição pública devido às funções políticas que assumi, sentia-me mal em aparecer em público com a cara assim e, por isso, mais maquilhagem utilizava, pior ficava. Até porque e, eis o erro 3, utilizava maquilhagem comodogénica.

 

#Erro3: Utilizar produtos comodogénicos.

 

Para quem não sabe, os produtos comodogénicos promovem a formação de comodões. Ou seja, cobrem os poros, não os deixando interagir gasosamente com a atmosfera, provocando a acumulação de resíduos nesses mesmos poros (eu adoro linguagem técnica).

 

Decidi, ao fim de 3 anos deste martírio, consultar um dermatologista.

 

#Erro4: Não consultar um especialista.

 

 De facto, ainda que o acne não seja mau, nem severo, não hesitem em consultar um especialista se o problema persistir durante muito tempo. Eu sei que um dermatologista pode ser uma coisa cara. Mas tentem juntar algum dinheiro e ir a uma consulta. Apenas para observação e aconselhamento. E não deixem o problema "andar" durante anos, como eu fiz. Muitas vezes, os regimes com que nos auto-"medicamos" podem fazer muito pior à pele.

 

A primeira dermatologista receitou-me uma data de coisas, como, por exemplo, isotretínoina, conhecida, igualmente, por Accutane. Essa poderosa droga.

É verdade que os efeitos são notáveis. Também os efeitos secundários o são. A minha pele atingiu um estado horrível. Tinhas as costas a descamar, a pele das mãos e dos pés formava crostas. Andava sempre ansiosa e não conseguia dormir como deve ser. Estava sempre cansada, desmotivada e com bruscas mudanças de humor. Decidi parar o tratamento e pedir uma segunda opinião.

 

O dermatologista que visitei achou estranho que me tivesse sido prescrita a isotretínoina sem que eu tenha tentado outros tratamentos antes. Assim sendo, este dermatologista receitou-me antibiótico e uns outros produtos para a cara, que utilizo actualmente.

 

Tomei o antibiótico durante praticamente 1 mês, mas, para ser sincera, sempre tive aquela "vozinha" que me dizia: estás a tomar antibiótico agora e qualquer dia precisas mesmo e ele não fará efeito.

Na verdade, não considero que o acne seja uma coisa grave que tenha que ser resolvida com drogas. Assim sendo, decidi continuar a utilizar os produtos faciais, mas a remediar o acne doutra forma. E, assim, comecei a tomar Vitamina A e Zinco. E é neste ponto que me encontro neste momento.

 

Embora tanto a isotretinoína e o antibiótico tenham feito já parte do trabalho, estou a testar se usando apenas estes dois suplementos vitamínicos, a coisa vai ao sítio. Caso não resulte, retomarei o antibiótico porque não consigo mais viver com acne. Mas caso resulte, o antibiótico será colocado de parte para toda a eternidade.

 

Estou totalmente disponível para questões que queiram colocar sobre o tema. Quando terminar este teste, poderei partilhar os resultados convosco, assim como o meu regime (rotina) facial, num próximo post.

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Sobre Isto

O minimalismo apresentou-se a mim não como uma moda a adoptar no momento, mas como um estilo de vida a adoptar sempre. Como Ecologista convicta, sou totalmente contra o estilo de vida de consumo desenfreado que vivemos nos dias de hoje em que interessa ter muito. Acredito que "o caminho se faz caminhando" e por isso não coloco quaisquer expectativas sobre o que o futuro trará, ao invés, acredito nas mudanças presentes e que devemos viver agora o que deve ser vivido agora. Ter muitas coisas ocupa muito espaço físico e mental, muita preocupação. Minimalizar tornou-se uma prática de relaxamento e em que ter pouco é ter muito mais.

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