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Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

20
Dez15

A minha garrafa de água

Beatriz Goulart

De acordo com o site banthebottle.net, os americanos utilizam 167 garrafas de água de plástico por ano, sendo que apenas 38 dessas são enviadas para reciclagem. Neste site também é referido que para fazer uma garrafa de água de 1L são necessários 3L de água.

O site thetreehuugger.com avalia que por cada segundo são deitadas fora 1500 garrafas de água nos Estados Unidos da América.

De acordo com os dados da PORDATA, em 2009 (últimos dados disponíveis) a quantidade de consumo de água por habitante por ano foi de 61 metros cúbicos de água da torneira. Se esta quantidade fosse consumida através de garrafas de água de 0,5L, seriam 122 000 garrafas de água por ano.

 

Depois de ter visto o filme do Al Gore, em que também ele aborda esta questão das garrafas de água. E depois de ter visto como é difícil reciclar a totalidade da garrafa ou dar-lhe uso, decidi que iria deixar de consumir garrafas de água de plástico nos mesmos moldes.

 

A minha primeira garrafa foi-me oferecida pela minha tia e era uma SIGG:

 

 

Eu gostava da garrafa, em especial da mensagem, no entanto, a garrafa, sendo de alumínio tornava-se muito pesada para transportar, em especial quando tinha água lá dentro.

Devido a isso, deixei de utilizar esta garrafa e consumia muitas vezes garrafas de água de plástico que tentava fazer com que durassem tempo, no entanto, o máximo que duravam até começar a cheirar mal, era uma semana.

Depois disso comprei uma garrafa no continente:

 

Ainda utilizei esta garrafa durante aquilo que considero ser bastante tempo, quando comparado com o tempo que utilizava as restantes garrafas (cerca de 6 meses). No entanto, a garrafa tem uma espécie de uma palhinha que começou a ficar cheia de gordura e de pó e era impossível de lavar. Quando começou a influenciar o sabor da água e parecer bastante nojento, tive que deitar fora.

 

Entretanto um dia nas compras, encontrei esta água, que já conhecia:

 

É uma água espanhola, um pouco ao nível da nossa água de monchique. A garrafa, para além de ter um design que eu gosto, é feita com um plástico bastante resistente e totalmente lavável. Demorou umas três semanas até começar a cheirar mal, mas por ter o gargalo tão largo, é possível lavá-la na perfeição e voltar a usar, parecedo quase nova.

 

Estou a utilizar a mesma garrafa há 1 mês e meio e confesso que gosto mesmo muito. É leve para andar com ela atrás e como é mais larga do que as normais, faz com que seja mais baixa e fácil de colocar dentro da mala.

 

Em seguida deixo algumas ideias do que fazer com garrafas de água, ao invés de serem deitadas no lixo:

  • As tampas das garrafas podem ser dadas a associações que as trocam por artigos como cadeiras de rodas, canadianas, etc.;
  • Reutilizem a garrafa de água o mais que puderem antes de a deitar fora;
  • É possível utilizar partes das garrafas para fazer hortas verticais (https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSYkcx3M9CVkDhYIQ5hbAXsVj1gl4cF0Eb3CPBxCafeS1QEReDBUg)
  • Para quem tem hortas ou quintas, pode utilizar as garrafas para proteger os rebentos de possíveis roedores;
  • Também podem ser utilizadas no fabrico de espantalhos;
  • Podem ser utilizadas para projectos para a escola: marionetas, bonecos, etc. (https://www.youtube.com/watch?v=_Wl8sIRYp_M);
  • Quando nenhuma das anteriores hipóteses for possível, por favor, coloquem-nas no Ecoponto Amarelo.

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Sobre Isto

O minimalismo apresentou-se a mim não como uma moda a adoptar no momento, mas como um estilo de vida a adoptar sempre. Como Ecologista convicta, sou totalmente contra o estilo de vida de consumo desenfreado que vivemos nos dias de hoje em que interessa ter muito. Acredito que "o caminho se faz caminhando" e por isso não coloco quaisquer expectativas sobre o que o futuro trará, ao invés, acredito nas mudanças presentes e que devemos viver agora o que deve ser vivido agora. Ter muitas coisas ocupa muito espaço físico e mental, muita preocupação. Minimalizar tornou-se uma prática de relaxamento e em que ter pouco é ter muito mais.

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