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Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

31
Jan19

A Cosmética é Frustrante...

Goulart Pinheiro

Eu estou frustrada, ando frustrada, acho que todo o mundo me frustra.

 

Quantidades de informação contraditória. Uns dizem assim, outros dizem assado. Uns mencionam estudos que não se encontram em lado nenhum, outros mencionam estudos que não dizem nada disso. E os estudos demonstram sempre coisas diferentes.

 

Para mim a ideia da cosmética, e nisto incluo cremes, maquilhagem e toda essa panóplia de produtos, tem que ser o mas ecológica possível, mas ao mesmo tempo não fazer mal à saúde. É aí que começam a entrar as frustrações. Vamos do início.

 

Eu sempre comprei os meus produtos de cosmética no supermercado. Evidentemente porque eram mais baratos. Até que comecei a estudar mais sobre alguns assuntos relacionados com a cosmética e decidi que iria procurar produtos mais sustentáveis.

 

Assim o fiz e encontrei muitos desses produtos no Celeiro. Mas depois vim a descobrir que esses produtos eram testados em animais. E como mulher da ciência e do progresso, acredito que há coisas que têm que ser testadas em animais, sobretudo na área da saúde, mas não para algo "fútil" como a cosmética. Não se trata de uma questão de saúde, mas sim de uma questão de concepção de beleza da nossa sociedade e aí não concordo com os testes em animais.

 

Então comecei a utilizar produtos da "The Body Shop" por afirmarem que não são testados em animais e de facto terem a certificação da PETA e da Leaping Bunny. Mas depois descobri que têm parabenos e SLS, e que tais produtos eram potencialmente cancerígenos e destruidores do nosso planeta. E foi aí que comecei a ficar realmente frustrada.

 

Decidi parar para pensar e investigar um pouco mais e dei por mim a descobrir que nada serve os meus propósitos:

  • Os produtos de farmácia (Vichys, Biodermas, Uriages) são eficazes nos meus problemas de acne, mas são testados em animais, as embalagens são de plástico, contém imensos químicos e são caros;
  • Os produtos do supermercado (Garnier, L'Oreal) são mais ou menos eficazes e são relativamente baratos (por comparação), mas são testados em animais, as embalagens são de plástico e contém imensos químicos.
  • A maioria dos produtos do Celeiro são testados em animais, não contém imensos químicos, mas não são eficazes, as embalagens são de plástico e não são assim tão baratos.
  • Os produtos da "The Body Shop" são relativamente eficazes, não são testados em animais, têm um preço médio, mas contém químicos e as embalagens são de plástico.
  • Os produtos da LUSH não são testados em animais, podem ser comprados em regime "granel" diminuindo a produção de plástico e não têm químicos, mas são bastante caros e pouco eficazes.

 

E eu corri todas as opções que tinha, pesando prós e contras e contínuo sem uma solução para o meu acne que seja ao mesmo tempo sustentável para o ambiente.

 

Alguém quer ser bondoso e dar-me opções?

 

 

28
Jan19

Reformei a minha casa e ainda não acabei.

Goulart Pinheiro

Desde que nos mudámos para o nosso novo espaço que tínhamos um plano para a decoração da  casa. No entanto, não nadamos em dinheiro, como a maioria do comum mortal e por isso, fomos adiando esses projectos.

No entanto, no último mês acabámos a decidir que estava na altura de pôr mãos à obra e assim o fizemos.

O primeiro passo foi remover toda a tralha de casa. E como é que isto foi feito? Por passos claro...

  1. Primeiro foi para o lixo tudo o que era lixo, no sentido literal, ou que estava estragado ou verdadeiramente danificado;
  2. Colocámos na cave tudo aquilo que tínhamos em casa que nunca utilizámos nos dois anos em que moramos lá, concluindo-se assim que não tinham qualquer propósito útil nas nossas vidas;
  3. Todas as coisas que ficaram ganharam um lugar fixo (uma casa, na gíria) para que sempre que sejam retiradas para ser utilizadas, possam ser colocadas novamente no seu lugar.

Depois disto, tornou-se muito mais fácil limpar e arrumar. Durante o último mês fizemos isto em todas as divisões da casa, divisão por divisão e claro, como o minimalismo é um caminho de vida, tenho a sensação que ainda não terminámos.

Fora isto, que já deu uma grande ajuda na limpeza, arrumação e organização, ainda comprámos três móveis novos.

  1. Substituímos a estante que tínhamos no escritório porque estava estragada (tinha um buraco gigante no fundo), era pouco prática e pouco bonita.
  2. Substituímos a secretária que eu tenho no quarto porque a outra já não estava nas suas melhores condições.
  3. Comprámos (finalmente) uma sapateira, para que os sapatos estejam sempre arrumados no sítio e não encham o quarto de desarrumação.

Ainda temos algumas mudanças a fazer e alguns sítios onde é preciso ir mais longe na organização e na arrumação e no "declutter", mas por agora sinto-me bastante satisfeita e adoro passar o meu tempo no quarto e no escritório porque são, neste momento, as divisões que eu tenho mais felizes na minha casa!

20
Jan19

Parem de me ligar!

Goulart Pinheiro

Vocês conhecem esta queixa. São inúmeras as vezes que nos ligam para nos tentarem vender um cartão de crédito, um seguro de saúde, mudar de fornecedor de eletricidade. As chamadas são tantas, que uma pessoa já nem sabe bem o que fazer.

 

Porque é que isto acontece?

Infelizmente, muitas vezes quando assinamos contratos reais, vem lá em letras pequenas que disponibilizamos os nossos dados a poderem ser cedidos a terceiros para campanhas de marketing, ou no caso de cartões de lojas, damos premissão a que a empresa nos possa contactar para nos falar de novos produtos e serviços.

 

Sim, é uma treta e muitas vezes interrompem-nos reuniões, horas de trabalho ou de almoço ou pior que isso, contactam-nos muito depois da normal hora de expediente. Embora nunca me tenha acontecido a mim, conheço pessoas que foram contactas quando já se encontravam a dormir ou quando ainda se encontravam a dormir. 

 

Cria stress, nós dizemos que não estamos interessados e no dia seguinte voltam a ligar. Dizemos que nunca cedemos os nossos dados a esta empresa e pedimos que retirem o nosso número da base de dados da empresa e no dia seguinte outra empresa contacta-nos. Rejeitamos chamada atrás de chamada, colocamos no "título" desse número coisas como "Não Atender" ou "Marketing", colocamos nas definições do telemóvel como número a bloquear chamadas e mensagens e no dia seguinte eles arranjam outro número e ligam-nos novamente. Familiar?

 

Este post vem no seguimento de eu ter encontrado um programa governamental dos Estados Unidos da América (que neste momento se encontra em "shutdown") que se chama "Do Not Call List". Como é que funciona? Basicamente vocês registam o vosso número e o que acontece é que empresas que estejam licenciadas e legais nos EUA e que tenham uma linha de vendas não vos podem ligar se o vosso número estiver registado nesta lista. 

Eles não garantem que nunca mais recebam chamadas, mas garantem que se têm o vosso número inscrito e estão a receber chamadas, então é altamente provável que sejam esquemas ou burlas e nesse caso, permitem que o cidadão possa fazer queixa no portal através do número pelo qual foi contactado. 

Infelizmente isto não existe em Portugal e a nossa lesgilação sobre proteção de dados (obrigada União Europeia) é muito dúbia, encontra-se cheia de lacunas e vários artigos estão abertos a diferentes interpretações.

 

Eu não gosto que me estejam sempre a ligar e com isso, decidi procurar uma solução para esse problema.

Em primeiro ligar tenho ligada a definição no meu telemóvel que não permite que números "desconhecidos" ou "privados" entrem em contacto comigo. É muito simples: se queres falar comigo, identifica-te. 

Em segundo lugar apliquei a instalação True caller no telemóvel. Está disponível para iOs e Android. E como funciona? Se um número vos contactar, que vocês achem que não conhecem, e se esse número estiver inscrito na aplicação e vocês o procurarem, podem saber quem vos está a ligar. O que claro, levanta algumas questões sobre privacidade, mas vocês são livres ou não de ceder esses contactos. Se não querem, não se inscrevam na aplicação!

 

A aplicação tem vários usos, mas eu só utilizo um: bloquear chamadas spam. Ou seja, todos os números que estejam identificados como spam são automaticamente bloqueados. E, se vocês receberem chamadas da Endesa, da Barclays ou da Medicare e não queiram, podem associar esses números ao spam e todas as outras pessoas que recebam chamadas desses números que não queiram receber, podem identificá-las como spam e deixar de as receber.

 

Finalmente a aplicação garante igualmente que possam ser feitas chamadas e mensagens de forma mais segura do que atrvés do telemóvel, mas eu confesso que não coloquei essas opções e como tal, não sei bem como funcionam.

 

Tudo isto porque ter uma vida simples e minimalista para mim, implica igualmente não estar constantemente a ser assediada por razões de marketing, vendas e consumo.

 

13
Jan19

A Minha Mala

Goulart Pinheiro

Dores nas costas, um ombro mais alto que o outro, dores de cabeça, demasiado peso.

 

Estas são as queixas mais comuns quando se utiliza uma mala de ombro e cheia de carga lá dentro. Como tal, decidi fazer um post sobre a minha mala, algo que já não fazia há algum tempo.

 

A minha principal teoria é a de que: quanto maior for a mala que utilizamos, maior é a carga que levamos lá dentro, porque temos de facto, espaço para tal. Por isso, para quem quer reduzir a carga com que se desloca, o meu primeiro conselho será o de utilizar uma mala mais pequena e levar consigo apenas o essencial.

 

Mas façam como o frei Tomás, o que ele diz e não o que ele faz. Embora esteja a ponderar investir numa mochila mais pequena, ainda não o fiz porque #faltadinheiro e como sabem, prefiro investir em produtos de longa duração, e por isso, tenho que juntar dinheiro primeiro para depois o poder fazer. 

 

Neste momento utilizo uma mochila normal da Samsonite que me foi oferecida no último aniversário. A mochila contém dois bolsos laterais, uma bolsa para o portátil, uma bolsa maior e um bolso do lado de fora mais pequeno. No interior da bolsa grande existe uma bolsa escondida para colocar o que consideramos mais propício a ser alvo de roubo e que é importante que não seja roubado (ex. a carteira).

 

 

Mas mais importante que isso, é aquilo que eu carrego dirariamente dentro da mala numa tentativa de ter tudo o que preciso sem ter muito peso. Por isso, aqui fica a lista das coisas que transporto regularmente comigo:

 

Na bolsa do portátil:

  • A minha agenda 2019 - formato A5;
  • O meu caderno A5 da Staples com separadores para as notas, as listas e etc.;

 

Na bolsa grande:

  • Os meus óculos;
  • Uma bolsa com alguns cosméticos como: batôm do cieiro e creme das mãos, lenços de papel e toalhitas húmidas em certos dias do mês;
  • Uma bolsa com o meu powerbank e os phones;
  • O meu almoço e alguns snacks para o dia;
  • A minha carteira com os documentos e o dinheiro;

 

Na bolsa de fora:

  • Os meus óculos de sol;
  • O meu passe;
  • As chaves de casa e do meu local de trabalho.

 

No bolso lateral: 

  • Garrafa de água;
  • Guarda-chuva - quando há previsão.

 

O telemóvel normalmente transporto no bolso e quando sei que vou demorar mais tempo nos transportes, costumo levar igualmente o livro que esteja a ler nesse momento comigo para ocupar o tempo. 

 

Há ainda algumas coisas que eu gostava de retirar de modo a reduzir o peso, mas ainda não me debrucei sobre essas mudanças. Uma delas, será como já disse, encontrar uma mochila mais pequena para o dia-a-dia que permita que tendo menos espaço, tenha que ter menos coisas.

 

Aos fins-de-semana utilizo uma bolsa mais pequena que normalmente leva apenas as chaves de casa, a carteira e o telemóvel; e se estiver "naquela fase do mês" a minha bolsa de cosméticos também.

10
Jan19

Muito Rápido porque Sábado!

Goulart Pinheiro

O post de hoje é muito rápido porque esta semana tem sido bastante intensa e não tenho tido muito tempo para me dedicar ao blog. No entanto não queria deixar de vir exprimir um pouco da minha emoção porque na revista Sábado de esta semana vem na página 76 um artigo sobre este blog!

 

Estão mais do que convidados a ler o artigo. Tendo em conta que a revista ainda tem um preço considerável, podem folhear na própria loja, acho que ninguém se vai chatear!

 

Errata: no post sou referida como Engenheira do Ambiente, no entanto, ainda estou a estudar pelo que o grau não me pode ser conferido. Sou neste momento estudante de Engenharia do Ambiente.

04
Jan19

The 30 Day Simplicity Challenge

Goulart Pinheiro

siplicitychallenge.jpg

Acho que uma das melhores maneiras de manter a motivação nas questões minimalistas e em várias outras, é através de alguns desafios deste género.

 

A minha primeira crítica vai claro, no sentido de que é necessário muitas vezes adaptar estes desafios à realidade e é o que tenho feito. Por exemplo, o desafio do dia 7 é impensável quando apenas duas pessoas habitam num espaço. Não é possível fazer uma máquina de roupa todos os dias de manhã, não haverá roupa suficiente e muitas vezes o tempo também pode não permitir que a roupa seja estendida e fique seca. O desafio do dia 8 também não funciona uma vez que não temos crianças. O do dia 11 também não é possível de realizar em Portugal. E estes são os mais óbvios.

 

Por outro lado, também permite dar asas à imaginação e criar um desafio diferente nesses dia ou adaptar esse desafio com a realidade do nosso dia-a-dia.

 

De qualquer das maneiras eu considero que é uma boa forma de motivação e de olharmos para "outros lados" do percurso minimalista que poderemos não nos ter lembrado até agora.

Tenho publicado todos os dias no Instagram o seguimento do desafio que poderão acompanhar.

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Sobre Isto

O minimalismo apresentou-se a mim não como uma moda a adoptar no momento, mas como um estilo de vida a adoptar sempre. Como Ecologista convicta, sou totalmente contra o estilo de vida de consumo desenfreado que vivemos nos dias de hoje em que interessa ter muito. Acredito que "o caminho se faz caminhando" e por isso não coloco quaisquer expectativas sobre o que o futuro trará, ao invés, acredito nas mudanças presentes e que devemos viver agora o que deve ser vivido agora. Ter muitas coisas ocupa muito espaço físico e mental, muita preocupação. Minimalizar tornou-se uma prática de relaxamento e em que ter pouco é ter muito mais.

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