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Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

24
Abr16

Viver Num Micro-Apartamento

Beatriz Goulart

Não, eu não vivo num micro-apartamento, mas quase.

 

O facto de ainda ter muita tralha no meu quarto, tem-me feito pesquisar bastante sobre formas de organização e arrumação para quartos. E enquanto andava à procura de vídeos no youtube para organização em espaços pequenos, dei de caras com vídeos de como organizar apartamentos com 12 metros quadrados. O quê? O meu quarto tem 10 metros quadrados, acho eu.

 

Ou seja, isto fez-me corar de vergonha. Aqui ando eu, a apregoar o minimalismo, enquanto tento livrar-me de coisas num quarto com 10 metros quadrados e há pessoas a viver em apartamentos com cozinha, casa de banho e quarto/sala num espaço de 12 metros quadrados. Tipo isto:

 

 

Enfim, foi então que eu percebi, que ainda não tinha, bem atingido o nível que gostava de atingir: modo de sobrevivência.

Estou a brincar, há coisas que considero um exagero e embora acredite, que uma pessoa consiga ter um nível de vida aceitável morando num apartamento destes, acredito que, por vezes também se possa tornar um pouco "opressivo", ainda que seja bastante mais fácil de limpar.

 

Fundamental a reter: ver vídeos de pessoas que mostram como vivem em apartamentos deste género, é na verdade inspirador e dá bastantes ideias não só para minimalizar, como para organizar coisas. E leva-nos a pensar sobre quais as coisas que são realmente fundamentais na nossa vida e quais não são. Bem como, quais as que queremos manter e quais não queremos.

 

Assim, deixo-vos aqui em baixo alguns vídeos para se inspirarem:

 

 

 

 

21
Abr16

Produtos #acne

Beatriz Goulart

Como prometido, os produtos que eu uso e uma mini revisão sobre cada um deles.

 

Produto 1

Este é o produto que uso todos os dias de manhã. Ponto a favor: cheira mesmo bem.

Ainda hoje vi um vídeo sobre uma rapariga que sofreu de acne durante imenso tempo e que diz que o que resultou com ela foi ter mantido a mesma rotina, e os mesmos produtos durante bastante tempo. Persistência é a chave. Estou decidida a ser persistente, embora me canse depressa das coisas.

Outra coisa interessante que ela mencionou, foi o facto de que ela utilizou todos os produtos de supermercado e nenhum resultou. Encontrei algo em comum com uma estranha do outro lado do mundo (heart). Enfim, deve ser comum com mais uns quantos estranhos por esse mundo fora, porque cada vez mais tenho a sensação que para problemas sérios de acne, esses produtos não são suficientes.

Continuando, não tenho grandes defeitos a apontar a este produto em questão, sem ser o preço: 16€

 

Produto 2

Sim, já há bastante tempo que utilizo este frascão como creme facial e pretendo continuar. Dois pontos a favor, preço e não testado em animais. Claramente, o segundo ponto é o meu preferido. É fresco e é não gorduroso, não tem ingredientes considerados prejudiciais à saúde como os SLS e os parabenos e o cheiro é fresco. Preço: 8€

 

Produto 3

 

Eu nunca incluía Protector Solar, mas a verdade é que mesmo podendo não estar relacionado com o acne, o sol envelhece muito mais rapidamente a pele e, por isso, e para proteger a pele dos raios nocivos do sol, passei a incluir o protector solar. Neste momento utilizo o da Nivea porque era o que já tinha e vocês sabem que odeio desperdiçar. No entanto, não sou particularmente fã (sem ser do cheiro) porque é muito gorduroso e a minha pele já é gordurosa o suficiente.

Produto 4

Mais um produto receitado pelo dermatologista. Isto é creme, corrector e maquilhagem. Só por ser maquilhagem já gosto. Enfim, é bonzinho. Primeiro aplica-se o corrector verde e por cima dele, passa-se o creme que é tintado e permite disfarçar a hiperpigmentação. No entanto, devido à cor que comprei, nota-se que estou a utilizar maquilhagem, não se funde bem com o meu tom de pele e, por isso, torna-se um pouco desconfortável. Fora isto, penso que também contribui para aumentar a oleosidade da minha pele, o que não me deixa muito confortável. Preço: 17,21€

 

Produto 5

 

 

 

O exfoliante é talvez o produto de que goste mais, dos receitados. Já usei vários exfoliantes de várias marcas e não sei se foi porque finalmente aprendi a usar um exfoliante (sim, eu sei), ou se porque este é realmente bom. A verdade é que quando o uso, a minha pele fica mesmo lisinha e sinto mesmo que não tem porcarias incrustadas. Adoro! Preço: 16,73€

 

Produto 6

 

 

 

O meu mais que tudo. Desde que descobri este produto que não quero mais nada. Uso-o normalmente à noite, ou no banho e deixa a pele tão fresca que sinto que estive uma hora num túnel de vento. Para além disso, não é testado em animais, pelo que seria um túnel de vento ecológico. Preço: 8€

 

Produto 7

 

 

 

Último produto, e já são imensos. Uso este creme à noite e é suposto que ele elimine as borbulhinhas e os pontos negros. Não é um produto milagroso do género: ponho um dia e na manhã seguinte a minha pele está super lisa e brilhante, mas acho que tem ajudado a fazer com que as borbulhas/inflamação sare mais rapidamente. Preço:16,15€

 

Sim, sinto-me embaraçada por, como minimalista, usar esta quantidade astronómica de produtos. Mas a verdade é que o acne tem sido um problema na minha vida e eu quero mesmo resolvê-lo. Com a garantia de que não estou a fazer mal à minha saúde. Façam figas para que resulte!

 

17
Abr16

Pílula #MyStory

Beatriz Goulart

A pedido de muitas famílias, e porque eu gosto de temas controversos, aqui está um aguardado post sobre a questão da pílula.

 

Eu comecei a tomar a pílula com 15 anos, se não me engano. Foi-me prescrita na primeira vez que fui ao ginecologista. Na altura tinha algumas borbulhinhas e namorado e então ele achou por bem prescrever-ma. Comecei a tomar a Yaz, da Bayer.

 

Mas, a pílula era horrível e dava-me enxaquecas gigantes, daquelas em que mal se consegue abrir os olhos, e toda a comida me deixava mal-disposta. Inacreditavelmente, a única coisa que conseguia comer eram Oreos. Por isso, ligámos para o ginecologista e ele alterou-me a pílula para a valette.

 

 

Esta já não me provocou grandes efeitos secundários, sem ser engordar uns quilinhos e continuar a ter borbulhas. Mas como uma pessoa confia nos médicos, continuei a tomá-la.

Tomei-a durante bastante tempo até a minha relação seguinte terminar (tinha eu 18 anos). Por essa altura, não via o propósito de continuar a tomar a pílula e parei de o fazer.

 

Foi nessa altura que começou a aumentar a minha quantidade de acne (post aqui), e eu decidi voltar a tomá-la, por ter achado que tal se devia a ter deixado de a tomar. No entanto, quando retomei, o acne continuava. Então, decidi falar com o ginecologista e pedir alguma pílula que tivesse um melhor efeito sobre o acne. Ele prescreveu-me a diane 35.

No entanto, o problema não melhorou, na verdade até se agravou. Se até esta altura eu tinha borbulhas daquelas superficiais, com cabeça branca, com esta pílula passei a ter borbulhas vermelhas, extremamente dolorosas e que me davam comichão. Ainda por cima, estavam concentradas numa mesma zona e deixaram-me marcas que irão ficar para sempre.

 

Decidi então, também parar de tomar esta pílula, até porque não tinha nenhuma relação na altura e não via o propósito de continuar a tomar. No entanto, a minha menstruação passou a ser bastante mais dolorosa.

 

Um dia, em conversa com uma amiga sobre isto, ela disse-me para ir a uma consulta de planeamento familiar e expôr a situação (até porque o meu acne continuava) e eu não teria que pagar pela pílula, uma vez que o SNS a distribuía gratuitamente.

 

Lá fui eu, expliquei toda a situação e prescreveram-me a Minigeste.

 

Sim, já dá para perceber que a Bayer detém o monopólio das pílulas mais prescritas em Portugal.

 

Enfim, comecei a tomá-la, mas, de novo, não estava a ajudar em nada com o problema do acne e eu não tinha a necessidade de a tomar pelo princípio para que foi criada: contracepção.

 

No entanto, como entretanto fui à dermatologista que me prescreveu a isotretínoina, tive que continuar a tomá-la, uma vez que temos obrigatoriamente que estar a utilizar um método de contracepção hormonal, dados os efeitos secundários da isotretínoina em fetos.

 

Mas assim que parei a isotretínoina, decidi também parar a pílula. É verdade que aumentou a quantidade de borbulhas e, se calhar até a oleosidade. Mas dada a quantidade de efeitos secundários que já encontrei e dada a quantidade de testemunhos que já encontrei sobre a pílula, prefiro continuar a resolver o problema de formas mais naturais. Até porque acredito que assim que o meu sistema reencontrar o equilíbrio sem hormonas falsas, o problema se resolverá (refiro-me ao acne).

 

Não irei entrar em grandes detalhes sobre as coisas que encontrei. No entanto, deixo aqui os links para o caso de terem interesse em consultar algumas das coisas.

 

https://my.clevelandclinic.org/health/treatments_and_procedures/hic_Dental_Check-up/hic_Hormones_and_Oral_Health

 

http://www.healthywomen.org/condition/oral-health

 

http://www.webmd.com/sex/birth-control/birth-control-pills?page=4#2

 

http://www.everydayhealth.com/news/6-strange-side-effects-birth-control-pill/

 

http://goingoffthepill.org/hormonal-birth-control-risks-side-effects/

 

Há ainda imensas youtubers que dão os seus testemunhos:

 

https://www.youtube.com/watch?v=T1tyr_Lx0Fc

https://www.youtube.com/watch?v=iDq1tjsXwYY

 

 

12
Abr16

Acne #MyStory

Beatriz Goulart

Embora ainda não seja uma história com fim, decidi partilhar a minha história sobre acne. Decidi fazê-lo, sobretudo, porque há muitas pessoas que o fazem e por isso, eu achei que mais uma não fazia mal.

 

O acne é uma coisa normal (para quem o começou a ter agora, prepare-se que vai ouvir isto durante muito tempo), mas, apesar de ser normal, de muita gente o ter, continua a ser chato. Para além de chato, para muitas pessoas pode ser uma razão para ter baixa auto-estima, entre outras coisas.

 

Não é bonito. Pode ser normal e natural, mas não é bonito, pode ser doloroso, entre outros adjectivos que podia mencionar aqui. Se fizerem uma rápida pesquisa, como eu já fiz, inúmeras vezes, irão descobrir, que existem maioritariamente dois tipos de acne e que são tratados de forma diferente. Mas a verdade, é que isso não vos vai servir de nada, porque não irá resolver o problema, excepto se forem dermatologistas e souberem como o resolver.

 

Eu vi muitos vídeos, li muitas coisas e, infelizmente, tentei muitas coisas que só me fizeram gastar dinheiro. Mas aqui fica a minha história:

 

Como a larga maioria dos adolescentes, com a puberdade começaram a aparecer-me algumas borbulhas, pontos negros, etc. Como dizem que é uma coisa normal e natural cometemos o primeiro erro:

 

#Erro1: Comprar uma data de produtos de supermercado para limpar, esfoliar, tonificar, hidratar. Gastar uma data dinheiro em produtos que toda a gente usa, estão disponíveis por um custo baixo e não servem para nada.

 

Para algumas pessoas, podem até servir de alguma coisa, mas muitas vezes, têm apenas o efeito placebo: achamos que sim.

 

Atenção, eu utilizei estes produtos durante muitos anos. E não digo que não o devam fazer. Mas continuem a ler e perceberão.

 

O meu acne ficou seriamente pior depois de entrar para a faculdade, embora não consiga exactamente determinar as causas. Poderá ter sido mais stress, pior alimentação, falta de água. Ou pode ter sido de tudo um pouco. A verdade é que fora os pequenos pontos negros e borbulhinhas que costumava ter na chamada zona T, passei a ter borbulhas e pontos negros nas bochechas e no queixo extremamente dolorosas, altamente hiperpigmentadas. No entanto continuei a usar os mesmos produtos e a tapar tudo com maquilhagem. E assim cheguei ao erro 2.

 

#Erro2: Tapar os poros com maquilhagem.

 

Embora eu removesse tudo no final do dia, a verdade é que andar um dia inteiro com maquilhagem na cara é muito mau porque não deixa a pele respirar e permite que a porcaria produzida pela própria pele, se acumule debaixo da camada de maquilhagem, ficando a cultivar bactérias mesmo na nossa pele. Nojento, eu sei.

 

Em especial, devido à minha crescente exposição pública devido às funções políticas que assumi, sentia-me mal em aparecer em público com a cara assim e, por isso, mais maquilhagem utilizava, pior ficava. Até porque e, eis o erro 3, utilizava maquilhagem comodogénica.

 

#Erro3: Utilizar produtos comodogénicos.

 

Para quem não sabe, os produtos comodogénicos promovem a formação de comodões. Ou seja, cobrem os poros, não os deixando interagir gasosamente com a atmosfera, provocando a acumulação de resíduos nesses mesmos poros (eu adoro linguagem técnica).

 

Decidi, ao fim de 3 anos deste martírio, consultar um dermatologista.

 

#Erro4: Não consultar um especialista.

 

 De facto, ainda que o acne não seja mau, nem severo, não hesitem em consultar um especialista se o problema persistir durante muito tempo. Eu sei que um dermatologista pode ser uma coisa cara. Mas tentem juntar algum dinheiro e ir a uma consulta. Apenas para observação e aconselhamento. E não deixem o problema "andar" durante anos, como eu fiz. Muitas vezes, os regimes com que nos auto-"medicamos" podem fazer muito pior à pele.

 

A primeira dermatologista receitou-me uma data de coisas, como, por exemplo, isotretínoina, conhecida, igualmente, por Accutane. Essa poderosa droga.

É verdade que os efeitos são notáveis. Também os efeitos secundários o são. A minha pele atingiu um estado horrível. Tinhas as costas a descamar, a pele das mãos e dos pés formava crostas. Andava sempre ansiosa e não conseguia dormir como deve ser. Estava sempre cansada, desmotivada e com bruscas mudanças de humor. Decidi parar o tratamento e pedir uma segunda opinião.

 

O dermatologista que visitei achou estranho que me tivesse sido prescrita a isotretínoina sem que eu tenha tentado outros tratamentos antes. Assim sendo, este dermatologista receitou-me antibiótico e uns outros produtos para a cara, que utilizo actualmente.

 

Tomei o antibiótico durante praticamente 1 mês, mas, para ser sincera, sempre tive aquela "vozinha" que me dizia: estás a tomar antibiótico agora e qualquer dia precisas mesmo e ele não fará efeito.

Na verdade, não considero que o acne seja uma coisa grave que tenha que ser resolvida com drogas. Assim sendo, decidi continuar a utilizar os produtos faciais, mas a remediar o acne doutra forma. E, assim, comecei a tomar Vitamina A e Zinco. E é neste ponto que me encontro neste momento.

 

Embora tanto a isotretinoína e o antibiótico tenham feito já parte do trabalho, estou a testar se usando apenas estes dois suplementos vitamínicos, a coisa vai ao sítio. Caso não resulte, retomarei o antibiótico porque não consigo mais viver com acne. Mas caso resulte, o antibiótico será colocado de parte para toda a eternidade.

 

Estou totalmente disponível para questões que queiram colocar sobre o tema. Quando terminar este teste, poderei partilhar os resultados convosco, assim como o meu regime (rotina) facial, num próximo post.

03
Abr16

The Leaping Bunny

Beatriz Goulart

Para quem acompanha regularmente o meu blog, sabe que eu compro muitos produtos em lojas que se dizem mais ecológicas.

 

Em especial, ultimamente, gosto de experimentar produtos que não sejam testados em animais. Chamem-lhe fundamentalismo, mas na minha opinião, não me parece justo que se testem produtos de cosmética (que unicamente servem o propósito de nos fazer alcançar um qualquer ideal de beleza) noutras espécies que não usufruem desses produtos.

 

No entanto, ao ler o meu champô, dizia lá "Produto Acabado Não Testado em Animais", ou seja, o produto final não é testado, o que não significa que os ingredientes usados para fazer esse produtos não o sejam. Assim, decidi fazer uma pesquisa (haja google) e dei com este site (carregar na imagem):

 

 E em que podemos ver todas as empresas que estão certificadas como completamente "cruelty-free", ou seja, que nem os ingreditentes, nem o produto final é testado em animais.

 

A parte chata é que são poucas as marcas certificadas que são vendidas em Portugal, sendo exemplos, a Body Shop e a Jason (comercializada nos espaços celeiro e outras dietéticas).

No entanto, no site, eles deixam uma lista de locais onde se podem adquirir os produtos online.

 

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Sobre Isto

O minimalismo apresentou-se a mim não como uma moda a adoptar no momento, mas como um estilo de vida a adoptar sempre. Como Ecologista convicta, sou totalmente contra o estilo de vida de consumo desenfreado que vivemos nos dias de hoje em que interessa ter muito. Acredito que "o caminho se faz caminhando" e por isso não coloco quaisquer expectativas sobre o que o futuro trará, ao invés, acredito nas mudanças presentes e que devemos viver agora o que deve ser vivido agora. Ter muitas coisas ocupa muito espaço físico e mental, muita preocupação. Minimalizar tornou-se uma prática de relaxamento e em que ter pouco é ter muito mais.

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