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Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

31
Out15

Maquilhagem

Beatriz Goulart

Acho que não existe mulher que nunca tenha utilizado maquilhagem na vida. Umm pouco de rímel, ou batôm... Eu sempre gostei de maquilhagem! Eyeliner, sombra, base, blush, rímel, batôm... Enfim, um pouco de tudo, embora não goste do ar pesado que muitas vezes a maquilhagem pode dar.

 

Por isso, após adoptar o minimalismo como estilo de vida, decidi que também a maquilhagem teria que ser moderada, não só porque há coisas que não preciso, como gosto de aparentar um ar natural no dia-a-dia.

 

 Por isso, a minha maquilhagem minimalista diária passa pelo BB Cream (Garnier), por corrector de olheiras (Bourjois), Eyeliner (Rimmel) e Rímel (L'Oreal). Aos fins-de-semana gosto de andar um pouco mais de "cara lavada" e, por isso, utilizo apenas o BB Cream e o Rímel.

 

Para além de poupar muito dinheiro em maquilhagem, poupo espaço e pele em coisas desnecessárias ao dia-a-dia.

30
Out15

Caixinha de memórias

Beatriz Goulart

Hoje trago-vos um tema particularmente difícil. As memórias... Eu sou o género de rapariga que gosta de guardar tudo, porque nunca se sabe se um dia poderei querer relembrar-me das coisas ou não e se um dia não será giro para os meus filhos verem como eram as coisas antes. A verdade é que acabo a guardar muita tralha de que não preciso e desde que adoptei o minimalismo, que se torna difícil conciliar as coisas.

 

No que toca a memórias é dificil de seleccionar: os postais de aniversário e natal, as fotografias, o nosso primeiro peluche, etc.

A verdade é que não precisei de deitar grande coisa fora. Com o mundo tecnológico em que vivemos, é muito fácil arranjar um disco rígido (com muito espaço) e arranjar 48h seguidas para digitalizar todas as coisas e guardar. Depois é fácil arranjar caixas onde seja possível colocar as coisas lá que queremos efectivamente guardar.

 

Tudo o resto também podemos colocar em casa da mãe, da tia, na cave, no sótão, etc. e um dia mais tarde visitar.

 

Por outro lado, é importante também seleccionar se são realmente memórias, ou se são coisas para as quais nunca mais vamos olhar ou querer saber.

 

O importante aqui (e para o minimalismo) é não manter coisas que são supérfluas e desnecessárias a nossa vida. Sem claro, nunca nos sentirmos mal com isso.

29
Out15

Estender isto à decoração

Beatriz Goulart

 Tal como já tinha mencionado anteriormente, decidi alargar o minimalismo para fora do guarda-roupa e para a minha vida. Embora não o possa fazer de uma só vez (acredito que as mudanças devem ser graduais), é algo no qual tenho investido (de vez em quando). Ou seja, livrar-me das coisas de que não preciso e dar espaço ao que realmente interessa.

 

Assim, decidi investir nas molduras que se encontram em cima (do IKEA, 0,99€ cada), de modo a harmonizar o espaço. Mantenho-me fiel à mesma palete de cores, mas tentando apostar em brancos, bejes e cinzentos claros para o quarto, uma vez que é suposto ser um sítio de descanso.

 

Uma das minhas regras do minimalismo, é que quando atingido o objectivo final, apenas comprar coisas que substituam as anteriores, ou coisas que eu goste realmente ou que realmente façam falta.

28
Out15

Como se ir livrando da roupa...

Beatriz Goulart

 

Livrar-mo-nos da roupa e sermos objectivos nas coisas que queremos/precisamos não é uma tarefa fácil, muito menos na atual sociedade de consumo em que vivemos. Por isso, decidi partilhar algumas dicas (que mais coisa, menos coisa, foi como eu fiz).

Para além dos vídeos que já mencionei, também procurei posts em blogs e afins sobre a matéria, procurei também estilos de ícones da moda (mais exactamente da Audrey Hepburn por quem sou insanamente apaixonada) e por fim, listas de items básicos que devem constar num guarda-roupa.

A partir daí construi a minha própria lista. Depois comecei a pegar nas roupas que tinha no armário e a colocar aquelas que constavam da lista e a retirar as que não constavam. E construi o guarda-roupa por aí.

Construí 3 pilhas de roupa: a que ficava, a que ia, e a que não tinha a certeza. Arrumei a que ficava, doei a que ia, e a que não sabia guardei na última gaveta da cómoda (que por acaso é igual às da imagem, obrigada IKEA).

De semana a semana, ou talvez de duas em duas semanas visito essa gaveta, tiro tudo cá para fora, olho para a roupa e das duas uma: ou tenho a certeza que não a quero e vai fora da minha vida, ou ainda não sei bem e volto a guardar na gaveta para a semana seguinte.

E, mais ou menos, tem sido assim que me livro das coisas. Já não tenho muito para me livrar, é um facto. E ainda bem, gosto das coisas mais simples e mais arrumadas. Menos tralha de que não preciso e só ocupa espaço.

Mais uma dica e esta é de borla: ao mesmo tempo que tudo isto acontece, vou construíndo uma Wish/Need List. Tenho lá muitas coisas (mais gadgets do que roupa, mas enfim...) e sempre que acho que preciso de uma coisa, coloco-a lá, e todas as semanas vou à lista e pergunto-me se ainda preciso do item ou não, e, desta maneira, não compro por impulso, mas sim porque realmente preciso ou quero a coisa em questão.

26
Out15

Sobre a Cápsula

Beatriz Goulart

Como mencionei no meu último post, o meu primeiro contacto com o minimalismo foi através da "cápsula". Assim, decidi escrever este post para vos explicar um pouco mais sobre ela. Como também já tinha referido, a forma como comecei a ter acesso a isto foi através de vídeos no youtube (deixarei alguns links mais abaixo). Alguns deles apresentam por si regras e explicações detalhadas e etc., mas a verdade foi que, para mim, apenas serviram como inspiração, uma vez que eu queria criar algo que fosse só meu. Depois de ver bastantes vídeos decidi que o ia fazer, mas vou ser sincera, foi difícil. Sobretudo porque olhava para o meu roupeiro e pensava: mas será que me quero livrar disto? Estive ainda dois dias em que abria a porta do roupeiro e decidia que ia começar, mas na verdade, nunca avançava. Passados dois dias lá tive que dizer a mim mesma: Beatriz, controla-te, é SÓ roupa. Comecei então por estabelecer as regras, que irei enumerar de seguida:

1) Iria ser apenas de 40 peças (sapatos incluídos);

2) Iria utilizar durante 40 dias (embora já tenha mencionado que é difícil devido ao tempo);

3) Tinha que escolher uma palete de cores para usar e todas teriam que ficar bem com todas. Escolhi cores neutras mais o Caqui e o Bordeaux.

Claro que estabelecer regras à partida pode ser importante e orientador, mas todos sabemos que na prática as coisas não funcionam bem assim. Por isso mesmo, a cápsula que estou a utilizar neste momento apenas contém 35 peças e eu não tenho mais para incluir nela. Sei que se calhar quando vier o frio que talvez passe as 40 peças porque é preciso casacos grossos, e casacos normais e camisolas de lã e camisolas de algodão. Tudo sobreposto. Quanto à palete de cores, a verdade é que adoro preto e branco, o cinzento, o caqui e o bordeaux são um pouco para eu não ficar sem cor. No entanto, outras cores também são aceitáveis, em especial em acessórios. Falando agora um pouco sobre a experiência pessoal. Todas as mulheres têm aquela loucura do "não tenho nada para vestir", embora tenham um roupeiro cheio de roupa. A cápsula permite que isso não aconteça. Como a ideia principal é minimalizar e uniformizar, tudo fica bem com tudo e não se corre o risco de não ter nada que combine. Por outro lado, uma vez que tudo fica bem com tudo, as combinações que se podem fazer são inúmeras. Por outro lado, não temos que nos preocupar com o que vamos vestir porque (e aqui é que está a chave do sucesso) utilizamos apenas coisas que realmente gostamos e que realmente nos ficam bem. Eu sou aquele género de pessoa que compra uma coisa e fica à espera de uma "ocasião especial" para a usar. Desde que comecei a ter a cápsula que isso deixou de acontecer. Fora tudo isto, sinto-me mais confiante na roupa que uso e não gasto dinheiro todas as semanas em roupa nova. Aconselho por isso, a todos, que abram o roupeiro e repensem naquilo que lá têm: quantas vezes o usam? fica bem? gostam da cor? gostam do corte?

26
Out15

Mais Sobre Isto

Beatriz Goulart

 

Bom dia a todos, Acho que em primeiro lugar me devo apresentar. O meu nome é Beatriz (Goulart), tenho 21 anos e sou estudante de Engenharia do Ambiente. Decidi criar este blog sobre minimalismo, uma vez que é um estilo de vida que estou a adoptar, e que penso que seria interessante partilhar a minha experiência. A primeira vez que me "cruzei" com o minimalismo foi no início do Verão deste ano, através de alguns vídeos no youtube sobre "capsule wardrobe". A verdade é que eu sempre tive muita roupa e sempre fui "viciada" em organização. Comecei a procurar vídeos sobre como organizar o guarda-roupa, o que me levou aos "capsule wardrobe" e, por sua vez, ao minimalismo. Decidi então adoptar o "capsule wardrobe". No início estive dois dias a decidir se sim, se não e parecia que ia custar muito desfazer-me da roupa: "mas e se depois eu gosto?" "mas e se depois fica na moda novamente?". Apercebi-me então da loucura que estava a dizer e do quanto estava embrenhada nesta sociedade de consumo. Estabeleci então as primeiras regras para o guarda-roupa. 40 peças fora acessórios, roupa de dormir, roupa de praia, roupa de desporto e roupa interior. A ideia é utilizar 40 peças durante 40 dias, no entanto, como o tempo varia de repente em Portugal, isso está sempre dependente do nosso amigo S. Pedro. A minha primeira "cápsula" (e vou chamar-lhe assim daqui para a frente) foi de verão e usei-a durante 21 dias. A 2ª também era suposto ser de 21 dias, no final do verão e antes da chuva, no entanto, a chuva veio mais cedo e já estou, por isso, na 3ª que é a da chuva e que é suposto durar até dia 12 de Novembro (cruzem os dedos para que não fique frio). Eu gostei da experiência e a verdade é que sinto muito menos stress sobre o que vestir e o que calçar. Mas poderei depois fazer um post sobre o guarda-roupa em si. Depois de sentir menos stress em relação a isto, e sentir que estava a conseguir libertar o meu pensamento para coisas mais importantes, decidi que se calhar estava na altura de alargar esta "minimalização" a outras áreas da minha vida, como ao meu quarto e a tralha que guardo, às malas, a acessórios, a material escolar e etc. Tem sido uma mudança gradual, mas estou a caminhar (porque o caminho apenas se faz caminhando), e a verdade foi que já alterei bastantes coisas e me sinto mais "liberta". Assim, tentarei manter este blog no activo dando conta das minhas experiências e afins.

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Sobre Isto

O minimalismo apresentou-se a mim não como uma moda a adoptar no momento, mas como um estilo de vida a adoptar sempre. Como Ecologista convicta, sou totalmente contra o estilo de vida de consumo desenfreado que vivemos nos dias de hoje em que interessa ter muito. Acredito que "o caminho se faz caminhando" e por isso não coloco quaisquer expectativas sobre o que o futuro trará, ao invés, acredito nas mudanças presentes e que devemos viver agora o que deve ser vivido agora. Ter muitas coisas ocupa muito espaço físico e mental, muita preocupação. Minimalizar tornou-se uma prática de relaxamento e em que ter pouco é ter muito mais.

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