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Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

13
Jul18

Dinheiro Minimalista

Beatriz Goulart

Na verdade este post não é apenas para quem seja minimalista, mas sim para todos aqueles que queiram organizar as suas finanças.

Quando nos tornamos "adultos" e temos responsabilidades financeiras, precisamos de controlar o dinheiro que gastamos. Excepto se tivermos muito e, nesse caso, não temos que nos preocupar com isso, ou podemos pagar alguém para se preocupar por nós.

 

No entanto, a maioria dos comuns mortais não tem essa possibilidade e cai nas suas mãos a responsabilidade sobre o seu próprio dinheiro. Depois de sair de casa e começar a viver com o meu namorado foi necessário criar uma conta conjunta para despesas conjuntas. Fora isso, ainda tenho a minha conta "normal" para as minhas despesas pessoais. Quando ficámos noivos decidimos igualmente abrir uma conta poupança para juntar dinheiro para o casamento.

 

Sim, há pessoas que têm milhentas contas, mas se quiserem saber, eu já acho três um exagero e uma dor de cabeça. E para tal, é preciso saber gerir tudo muito bem, até porque o dinheiro é apertado. 

 

Procurei muitas aplicações que pudessem ajudar a gerir as contas de forma eficiente, mas a verdade é que a maioria é pouco prática, envolve muitos passos ou demasiadas questões para justificar ter gasto 0,6€ num café, o que acaba por se tornar desmotivador ao longo do tempo.

 

Assim, venho mostrar quais as melhores opções que encontrei e que se aplicam a mim em particular. Poderão experimentar estas opções, mas a verdade é que todas as pessoas são diferentes e, por isso, lá porque se aplica a mim, não quer dizer que se aplique a vós, mas aqui vamos nós.

 

No que toca à conta poupança, não há muito para gerir, na verdade, cada um de nós retira 35€ do seu salário todos os meses e coloca na conta poupança. Tem um juro muito baixo (como quase todas neste momento) e vinga ao fim de 181 dias.

 

No que toca às despesas da casa, fizemos uma página de excel e dividimos por categorias (compras para a casa, contas - eletricidade, gás, etc. - compras de supermercado e afins), sempre que gastamos dinheiro, guardamos os recibos e depois adicionamos ao excel e desta maneira sabemos onde gastámos o nosso dinheiro, quando e quanto.

 

No que toca a contas pessoais, eu utilizo a aplicação Monefy:

 

 

A aplicação é muito rápida de utilizar e com isso, muito prática. Permite colocar as categorias e existe tanto para recebimentos como para pagamentos. À medida que se vão fazendo gastos, estes vão sendo adicionados no painel da direita que se vê e aparece o balanço no painel da esquerda para que saíbamos qual a percentagem do nosso dinheiro que está a ser gasta e em quê. No centro da roda aparece o dinheiro recebido e o dinheiro gasto e no quadrado a verde o dinheiro que temos.

 

Carregado em cada uma das categorias aparece especificamente em que é que foi gasto se quando adicionamos a despesa colocarmos na nota essa espicificidade.

 

A aplicação não permite criar orçamentos, mas permite ver o gastos por dia, por semana, por mês, por ano e todos desde que temos a aplicação. 

 

Embora algumas vezes me esqueça de introduzir dados, a verdade é que me permite ver onde mais gasto o meu dinheiro para que possa controlar esses gastos e reduzi-los, poupando mais dinheiro.

22
Abr18

Rotina Noturna

Beatriz Goulart

Este género de posts são daqueles que eu gosto bastante de ler e de ver (youtube) porque gosto muito de estar sempre a adaptar a minha rotina, e a ver alterações que me permitam fazer menos mas melhor. Assim sendo, deixo aqui a minha para todos os que estejam interessados.

 

 

 

A hora a que chego a casa varia muito. Depende se trabalho de manhã ou à tarde ou o dia todo. Depende das aulas que tenho, de reuniões ou algo do género. Nos dias em que chego cedo a casa ou durmo (sim, eu adoro fazer a sesta) ou adianto trabalho ou aproveito para estudar e trabalhar para a faculdade.

Quando chego mais tarde começo logo pela minha rotina. 

Por volta das 18h00, costumo comer qualquer coisa leve: um iogurte e uma peça de fruta, algumas bolachas de milho ou arroz, etc e caso não tenha ido ao ginásio, vou tomar banho. Caso tenha ido ao ginásio, visto o pijama e desmaquilho-me.

Por volta das 18h30 é tempo de começar a arrumar coisas: arrumo a sala, lavo loiça, faço a cama, arrumo roupa que tenha deixado do dia anterior e dou comida ao Tusso (o nosso gato).

Às 19h00 é hora de começar a planear o dia seguinte. Sento-me, escrevo na agenda e no meu bullet journal e organizo as coisas do dia seguinte. Igualmente, aponto no meu bullet journal algumas das tarefas que tenha para fazer no dia seguinte.

Quando termino, é hora de começar a fazer o jantar e o almoço do dia seguinte e basicamente é isso que faço, ao mesmo tempo que vou arrumando mais algumas coisas na cozinha como a loiça que se vai sujando, a máquina do café, arrumar a loiça lavada ou varrer o chão.

Após isso janto, arrumo as coisas e faço descafeinado. Nessa altura ou vejo um episódio de uma série ou vejo vídeos no YouTube.  Se ainda for cedo, aproveito para rever algumas coisas da faculdade ou estudar mais um pouco.

Depois é tempo de casa de banho e como sei que estão interessados, aqui fica a lista de coisas que utilizo:

  • Escova de Dentes de bambu que comprámos no AliExpress;
  • Pasta de Dentes que neste momento estamos a terminar da Colgate e que iremos substituir por uma mais ecológica;
  • Gel de Limpeza da Cara da The Body Shop Tea Tree, que custa 9€ nas lojas. Para mim, a duração é de aproximadamente 7/8 meses.
  • Creme de Rosto da Bioten para Peles Oleosas.

E é basicamente isso, simples e rápido porque à noite já estou demasiado cansada para me estar a preocupar com muitos produtos e porque na verdade a minha pele se dá muito bem com regimes simples e sem químicos.

 

Depois costumo escrever no meu journal/diário. Sei que muitas pessoas dizem que devemos ser positivos a escrever, devemos agradecer pelas coisas que temos e bla, bla bla. Na verdade, eu descarrego as minhas frustrações, mando vir com tudo e mais alguma coisa, chamo nomes às pessoas e às coisas. Critico tudo o que me lembrar. Assim, não tenho que o fazer às pessoas, nem tenho que me queixar junto das pessoas e acho que isso ajuda muito mais a manter as relações funcionais. Até porque quando tenho de lhes dizer alguma coisa já descarraguei as frustrações, já tive tempo para reflectir sobre as situações e consigo ser mais racional e calma a falar com as pessoas.

 

E por fim, mesmo antes de dormir leio um livro. Quando éramos pequenos os meus pais liam-nos sempre livros antes de dormir ou contavam histórias. À medida que fomos crescendo fomos sendo sempre incentivados a ler antes de dormir, até porque ajuda a relaxar e a cansar a vista, bem como a dar a possibilidade ao nosso subconsciente de nos apresentar sonhos completamente loucos e divertidos. Por isso, decidi retomar esta prática. Costumava ler nos transportes públicos, mas na maioria das vezes vou de pé, o que não dá jeito para ler, e levo mais peso às costas que não necessito. Assim, deixo a leitura para o fim do dia.

 

Por fim, deito-me e durmo. Eu sei que há aquelas pessoas que fazem imensas coisas antes de dormir, mas a verdade é que mantenho a ideia de que quanto mais simples e minimalistico for, melhor para nós. Temos mais tempo para reflectir sobre o que estamos a fazer e ajuda-nos a viver no presente. 

 

 

18
Abr18

Pensos Reutilizáves

Beatriz Goulart

E como o prometido é devido, aqui fica a minha opinião sobre os pensos reutilizáveis.

 

Contexto: há uns tempos atrás experimentei o copo menstrual e deixei aqui no blog a minha opinião sobre o mesmo, que se perderam, podem sempre ler aqui.

 

Na altura fiz a promessa de que iria então experimentar os pensos reutilizáveis, algo que vou fazer agora mesmo. Ponto número é especificar o que são pensos reutilizáveis.

Portanto, os pensos reutilizáveis são como os restantes pensos, a questão é que são laváveis (como antigamente) e podem ser novamente utilizados, evitando assim o facto de serem descartáveis e a produção de lixo.

 

Vamos então aos prós:

  • Poupança de dinheiro. De facto, cada penso custa o valor de uma caixa de pensos, pelo menos, foi isso que eu paguei pelos meus no aliexpress. Fazendo as contas ao preço por unidade de cada penso (0,12€), aos pensos que uso por dia (aprox. 4) e ao número de dias que estou menstruada (aprox. 4), por cada período de menstruação que tenha, um penso fica pago.
  • Sem desperdício de recursos. Não só não se manda fora o penso em si, como também não há o desperdício do plástico que normalmente envolve os pensos individualmente.
  • Têm uma boa capacidade de absorção.

 

Vamos então aos contras:

  • Não são tão transportáveis quanto os descartáveis. Como podem ver na figura, eles são dobráveis, mas ainda assim ficam um pouco "massudos";
  • Não colam à roupa interior e por isso, se utilizarem saias ou vestidos, há uma certa sensação "bamboleante";
  • Dão uma pequena sensação de se estar a utilizar uma fralda, uma vez são algo massudos, e não colam à roupa interior,
  • Fazem imenso calor. O que automaticamente leva a crer que não são muito respiráveis, ainda que feitos em algodão, o que se torna desconfortável.
  • São laváveis, mas após a utilização devem ser colocados em água quente a ferver ou lavados imediatamente.
  • Alguém vai embrulhar um penso com sangue e voltar a guardá-lo na mala para o levar para casa para lavar? Sim, nojento.
  • Será 100% lavável? Qual o tempo de duração? A verdade é que ao contrário dos copos menstruais, eles não mencionam qual a previsão de duração de um penso em termos de meses ou anos, a sua longevidade. E, por outro lado, resíduos vão sempre ficar seja lavado à mão ou à máquina. É algodão. O que nos leva a pensar na futura colónia de bactérias que pode ser criada.

 

Com tantos contras, claro que a minha opinião sobre estes pensos é não os utilizar. Se se derem bem com o copo menstrual, ao contrário de mim, devem aproveitar a sua utilização e não optar por estes pensos. Poderão trazer, incluíndo, alguns problemas de saúde!

 

Eu ponderaria experimentar as novas cuecas para o período, mas a verdade é que penso que não irão divergir muito da minha opinião sobre estes pensos reutilizáveis, menos na parte de serem massudas. Para além disso, cada par custa à volta de 34€. E se pensarmos em lavá-las todos os dias, mesmo assim num dia são 3 a 4 pares de cuecas, o que dá um valor de 136€ em cuecas. O que daria aproximadamente 71 períodos para compensar o investimento, ou seja, mais de 5 anos. Provavelmente teriam que ser deitadas fora antes. E não é prático estar a mudar de cuecas em casas de banho públicas. Ou andar com cuecas sujas com sangue atrás para lavar.

 

Assim sendo, a minha próxima tentativa é encontrar pensos e/ou tampões ecológicos, feitos com algodão sem químicos e pesticidas e sem a utilização de plástico em excesso.

 

E como é óbvio, assim que descobrir, irei partilhar convosco!

13
Abr18

Desvendando Segredos

Beatriz Goulart

Há uns tempos vi um vídeo da TED Talks que falava sobre a criação de novos hábitos e de como eliminar maus hábitos.

Claramente fiquei interessada porque há certos hábitos que quero/queria incorporar na minha vida, mas que se estavam a tornar dificeís de concretizar. 

O vídeo mencionava várias questões interessantes. Uma delas é que demoramos entre 2 semanas a 2 meses a conseguir incorporar um novo hábito nas nossas vidas. Outro é que é mais fácil adquirir um novo hábito do que eliminar um hábito antigo.

 

Assim sendo, venho aqui revelar que um dos hábitos mais horríveis que eu tenho é fumar!! Sim, eu posso falar-vos do tabaco sem químicos, das mortalhas e dos filtros biodegradáveis em que mais parece que estamos a fumar um tronco de madeira do que um cigarro, mas isso não importa, porque por mais verde que uma pessoa torne o hábito, ele não deixa de ser um mau hábito a eliminar!

 

Depois de ver esse vídeo comecei a ponderar quais seriam as minhas alternativas para deixar de fumar. Tenho visto vários vídeos e lido blogs, artigos de jornais e revistas, não só para angariar motivação, como para tentar encontrar uma solução que me sirva. Entre todas as opções já tentei deixar de fumar de um dia para o outro, o que não resultou. Já tentei reduzir a quantidade que fumo, até vir um pico de stress e nós sentirmo que já provámos que somos capazes e que depois deste pico de stress conseguimos realmente parar (o que é mentira). Já tentei aplicações para o telemóvel, já tentei marcar horas específicas para fumar, já tentei fumar um cigarro e esperar (x) tempo para fumar o seguinte, efnim, tudo isto falhou.

 

Após alguma pesquisa, acabei por considerar que demora mesmo muito tempo a conseguir fazê-lo correctamente e de maneira a não cair em tentação. Assim deixo aqui os passos que estou pronta a iniciar para deixar de fumar:

  1. Porque é que quero deixar de fumar? As razões para fazer algo, o objectivo que queremos atingir é normalmente o melhor passo para começar. Queremos fazê-lo porque queremos ser mais saudáveis, porque queremos ter mais dinheiro, porque não queremos ter cancro? Ou todas elas juntas? 
  2. O que é que me impede de o fazer? É porque estou viciada na nicotina? Porque gosto realmente de fumar? Ou porque estou aborrecida e não tenho nada para fazer? De facto, uma das coisas que descobri é que fumo mais quando estou à espera de algo, ou de alguém; quando não tenho nada para fazer; quando me apetece fazer uma pausa mas que não sei o que fazer com esse tempo.
  3. Como posso alterar esse hábito por outro? Construir novos hábitos e ocupar o tempo, permite que não tenhamos tempo para pensar em fumar ou sequer ter tempo para o fazer. Outra das coisas que consegui reparar é que quando estou motivada naquilo que estou a fazer, não penso sequer em parar para fumar um cigarro. Da mesma maneira, quando estou ocupada a fazer algo, a minha mente não deriva em pensamentos que culminam na vontade de fumar.

Por isso mesmo, listo agora algumas das coisas que encontrei para substituir as pausas do cigarro, ou para evitar aquelas horas em que fumo mais.

  • Após o pequeno-almoço tinha sempre vontade de fumar, troquei isso, por começar a tomar banho de manhã. Assim que acabo de comer, vou tomar banho e lavar os dentes. Normalmente quando tenho os dentes lavados não me apetece sujá-los e é mais fácil resistir ao tabaco.
  • Durante as pausas bebo um café ou um chá, jogo no telemóvel ou vejo vídeos no Youtube. Assim, e porque não posso fumar no meu local de trabalho, torna-se mais fácil resistir ao cigarro.
  • Após as refeições é o que tem sido mais dificíl. Uma das questões é que costumava fumar vários cigarros a seguir ao almoço, enquanto estava na conversa. A solução que encontrei foi deixar o meu maço de tabaco no local de trabalho e levar comigo apenas um cigarro. Assim, mesmo que tenha vontade, não tenho opção porque não tenho mais tabaco comigo.
  • Decidi começar a fazer desporto. A verdade é que a substituição dos químicos no tabaco pelas hormonas que são libertadas durante a prática de desporto ajuda a sentir-mo-nos mais saudáveis e alertas, bem como mais concentrados, soa paradoxal, eu sei. Assim, é mais fácil resistir ao tabaco porque sabemos que não faz bem e porque não temos a necessidade de nos sentirmos bem, quando obtemos essa sensação através da prática desportiva.

Por outro lado, um grande incentivo é fazerem as contas ao dinheiro que gastam em tabaco. Eu, por exemplo, sou capaz de fumar entre 3 a 4 maços de tabaco por semana, o que dá 16,8€ por semana em tabaco. O que num mês se traduz em 67,2€ e num ano, significa um gasto de 806,4€. O que dá uma bela viagem nas férias!

06
Abr18

Novo Hábito

Beatriz Goulart

Muitas vezes se ouve dizer que "burro velho não aprende línguas" ou "burro velho não aprende cantigas", na verdade, os ditados populares vão mudando com o tempo, com as zonas, etc. Mas não é de ditados populares que vamos falar hoje, mas sim de um novo hábito que eu acho que todos podem incorporar no seu dia-a-dia e que considero uma mais valia.

 

Normalmente nos transportes públicos eu costumava ler, no entanto, nos autocarros torna-se díficil porque fico mal-disposta, ou muitas vezes porque não há lugares sentados e não é prático ler de pé. Por isso mesmo, decidi incoporar um novo hábito nas minhas viagens casa-trabalho-escola.

 

Podcasts.

 

Sim, estão bastante na moda e depois de ter começado a ouvir alguns, entendi o porquê. Na verdade é quase como ver vídeos no YouTube, mas sem o vídeo em si, apenas a voz.

Existem inúmeros serviços que têm podcasts, como o iTunes ou o Spotify, fora a quantidade de apps dedicadas apenas a estes podcasts.

Eu, pessoalmente, gosto de utilizar o do Spotify porque considero mais fácil procurar os temas que me interessam.

 

Por outro lado, existem inúmeros temas que vão desde música, cinema, criatividade, multimédia, organização, estilo de vida, saúde, desporto, ciência, ambiente, estilos de alimentação, comédia.

É uma nova forma de ouvir programas de rádio, sem ter que ouvir tudo o que não interessa, como a publicidade chata.

 

Assim, fica aqui a dica para procurarem podcasts que vos interessem e que os possam incorporar no vosso dia-a-dia porque é uma boa maneira de aprender algo novo todos os dias, de obter nova informação sobre coisas que vos interessam ou simplesmente ouvir opiniões e experiências sobre os mais diversos temas.

13
Fev18

Escovas de Dentes: para que vos quero?

Beatriz Goulart

O título é enganador, não vos vou dizer para deixarem de utilizar escovas de dentes, isso seria... nojento.

 

No entanto, alguma vez pensaram na quantidade de plástico que gastam com as escovas de dentes? Pois bem, segundo os dentistas, devemos mudar de escova de dentes de 3 em 3 ou de 4 em 4 meses, considerando a quantidade de bactérias que se acumulam nas escovas de dentes. Eu entendo, também começa a ser um bocado nojento lavar os dentes com sujidade... Nesse caso, é melhor estar quieto.

 

Mas quantos de vós realmente põem as escovas para reciclar depois de as usarem, ou mesmo pondo, têm 100% de certeza que ela é 100% reciclável? Digo-vos já que acho altamente improvável. Por exemplo, as fibras utilizadas nas escovas de dentes comerciais, como as da Colgate, Aquafresh e Oral-B, são fibras para as quais ainda não se encontraram soluções de reciclagem dado o material com que são feitas.

 

Assim, venho-vos apresentar, ou re-apresentar as escovas de dentes de bambu!

 

Sendo 100% feitas de produtos orgânicos e não sintetizados através do petróleo, com 0% de plástico, é muito fácil a sua compostagem. Mesmo que as deitem no ar livre (não façam isso, é um pouco nojento) elas irão ser consumidas pelos nossos pequenos decompositores e irão fornecer nutrientes ao ciclo da matéria.

 

A grande maioria das escovas de dentes deste género à venda têm preços incrivelmente elevados (3€ até 7€ por escova). Mas, como eu sou vossa amiga, nunca na vida vos iria falar nisso, sem dar um hipótese válida, por isso, aguentem os queixos:

0,49€ foi o preço que eu paguei pelas minhas escovas, mandadas vir da Internet. Sim, muito mais baratas até que as de marca branca, não têm de quê!

Basta fazerem uma rápida pesquisa que encontram as vossas necessidades. Para criança, para adulto, escovas mais duras ou mais suaves. Feitas de bambu ou madeira, com cerdas naturais, e lavam tão bem como todas as outras.

 

Da próxima vez que pensarem na vossa higiene oral, ponderem quanto dinheiro podem poupar com ela. E se precisarem de dicas, é só mandar uma mensagem ou comentário que aqui a je ajuda!

04
Jan18

Nunca Mais Nivea

Beatriz Goulart

Toda a gente conhece a famosa marca do boião azul!

No entanto, não conhecem a razão pela qual eu deixei de utilizar os produtos desta marca.

 

Poderia colocar a questão dos testes em animais, ou o facto de as embalagens não virem de fontes recicladas nem serem de fácil reciclagem. Na verdade haveria muito por onde pegar, mas a verdadeira razão prende-se com a existência de parabenos.

 

E o que são os parabenos? Bem, os parabenos são basicamente conservantes muito utilizados na área da cosmética que permitem, como o nome indica, conservar os cosméticos por maiores períodos de tempo.

 

Então qual o problema dos parabenos? Há uns anos atrás, alguns estudos relacionados com o cancro da mama detectaram a presença destes conservantes em excesso no organismo. Embora os estudos não tenham sido conclusivos no que toca à relação directa entre a aplicação de cosméticos e a presença destes conservantes em excesso, a verdade é que muitos legisladores proibiram e algumas marcas aboliram a sua utilização pelo princípio da precaução.

 

E o que é o princípio da precaução? É um princípio moral que determina que não havendo dados científicos e/ou empíricos que comprovem os efeitos nefastos de algo, esse algo não deve ser utilizado para garantir que as possíveis consequências não se verifiquem. Em português? Se atravessarem uma estrada sem visibilidade correm o risco de ser ou não atropelados. Pelo princípio da precaução: não atravessem a estrada nesse local. Dessa maneira garantem com 100% de certeza que não serão atropelados (nesse local).

 

A verdade é que há inúmeras marcas que continuam a utilizar parabenos, mas então porquê mencionar a Nivea? Porque uma rápida pesquisa nos permite verificar que a Nivea é a única marca que faz publicidade positiva aos parabenos e que garante que estes são seguros, embora não tenha provas fundamentadas que tal seja verdade:

https://www.nivea.pt/conselhos/pele-bonita/parabenos-em-cosmeticos

 

No final, garantem que 70% dos seus produtos não contém parabenos mas, por exemplo, não apresentam uma lista de quais são esses produtos que não os contém.

 

Por outro lado, para uma grande marca que gera milhões por ano, não é dificil fazer a substituição destes conservantes por outros de origem natural, como o fez a Garnier, o que me leva a crer que é apenas má vontade da parte da Nivea.

30
Nov17

Natal, Prendas e Ambiente

Beatriz Goulart

Estamos de novo na época mais consumista e menos ecológica do ano: o Natal.

 

Não foi com esse propósito que o Natal, um feriado católico, foi criado. No entanto, com o avanço do consumismo, com a criação da figura do Pai Natal que oferece prendas, entre outras, foi criada a época menos ecológica da sociedade ocidental.

 

Não pretendo destruir o Natal para as pessoas, nem fazer um extensa composição sobre as teorias históricas e filosóficas da criação do Natal, mas sim, poder dar algumas ideias às pessoas sobre o que fazer nesta época de modo a ser mais sustentável e mais ecológico, sem entrar em fundamentalismos.

 

Comecemos então por falar nas decorações de Natal, nas árvores de Natal e nos embrulhos de Natal. 

No que toca a decorações, é muito fácil criar decorações a partir de material reciclável, cartão, plástico, etc. Por exemplo os meus tios já criaram várias coroas de natal feitas assim. Podem utilizar rolhas de cortiça ou tampas de plástico, um arame, tintas e muitas outras ideias criativas que vos irão fazer poupar dinheiro e o ambiente.

No que toca a árvores de Natal, sem dúvida que o mais ecológico são árvores verdadeiras, porque são 100% biodegradáveis. No entanto, muitas vezes essa opção é a mais cara. Por isso, existem outras opções, como decorar uma qualquer árvore que tenham no vosso jardim (um limoeiro, por exemplo) ou fazerem pequenas árvores de natal com as antigas listas telefónicas, revistas ou algo do género. Finalmente, se já têm um árvore de Natal de plástico, não vale a pena deitarem-na fora. Podem também decorá-la com diversos materias, podem fazer bolas de pasta de papel e pintar, ou podem utilizar mil e uma outras coisas para pendurar (chocolates) e que não acabem no lixo no final do Natal.

Finalmente no que toca a embrulhos, importa dizer que se no dia 26 passarmos junto aos contentores do lixo, vemos claramente a quantidade de embalagens e embrulhos que foram parar ao lixo. Existem várias opções: embrulhar as prendas em papel de jornal antigo; oferecer as prendas em sacos reutilizáveis de pano, que sirvam para as pessoas irem às compras posteriormente e que o seu fim de vida não seja no dia 25 de Dezembro; ou até mesmo não as embrulhar de todo, que sai mais barato e é mais ecológico, pois não estamos a criar mais lixo.

 

Como já sabem, não vos posso contar quais as prendas de natal que vou oferecer sob pena de essas pessoas lerem o blog e descobrirem qual será a sua prenda, mas posso deixar-vos algumas ideias que apliquei e daí poderão fazer o mesmo ou tirar ideias para as vossas próprias prendas.

  • Utlitários: podem oferecer às pessoas coisas que elas realmente utilizem e que tenham utilidade no seu dia-a-dia.
  • Consumíveis: se oferecerm às pessoas comida, vinho, cremes, cosméticos, etc. que saibam que as pessoas consomem, será muito fácil saber que a vossa prenda será utilizada e que terá um propósito que não seja acumular lixo;
  • Vales de experiências: oferecer experiências é uma excelente forma de oferecer um presente que não seja uma acumulação de lixo. Podem imprimi-lo ou enviar por e-mail e trata-se de uma prenda bastante útil. Podem igualmente oferecer bilhetes para museus, espetáculos, cinema;
  • A vossa prenda pode ser organizarem o almoço de Natal, convidarem a família e conviverem e terem essa experiência em conjunto. Assim irão estar a criar um dia único e a fortalecer laços entre a família!
  • Se conhecem realmente a pessoa e sabem o que ela gosta, podem oferecer-lhe a prenda, a experiência, a camisola, os óculos ou a mala que ela sempre quis;
  • Podem ainda fazer as vossas compras em lojas em segunda mão, lojas ecológicas oiu supermercados biológicos, ou de comércio justo. Visitem, por exemplo, a lushcosmetics.
  • Podem, ainda, e esta é a minha preferida, oferecer vales pessoais. Oferecer a alguém a possibilidade de almoçarem convosco quando quiser, de beber café convosco quando quiser, de ir ao cinema ou passear convosco quando quiser. É uma prenda que não tem um preço absolutamente nada elevado e que permite que vocês ofereçam aquilo que de melhor têm para oferecer: o vosso tempo.

Desejo a todos um ínicio de boas festas bom e sejam criativos. A vossa carteira agradece e o planeta também!

28
Nov17

Eu e o Copo Menstrual

Beatriz Goulart

Preparem-se, porque este post não será particularmente agradável.

 

Tendo em conta que o copo menstrual é algo verdadeiramente ecológico (reutiliza-se durante o período, ferve-se e volta-se a utilizar por um período de 5/6 anos) e é verdadeiramente barato, considerando que eu comprei o meu por 9€ (carrefour espanha) e que uma caixa de tampões custa 3€/4€; o que no mínimo representa uns 12€ por ano. Num ano já se está a poupar.

 

Parece um bom investimento até se considerarmos nos benefícios que o copo traz, como a impossiblidade de se ter o síndrome de choque tóxico, o facto de não se ter que estar constantemente preocupado em trocar o tapão e andar com eles atrás e etc., etc., etc.

 

No entanto, as mulheres não são todas iguais e como tal, não podemos acreditar que o mesmo método se aplica a todas. Eu posso ser o exemplo.

A minha primeira experiência com o copo menstrual foi desastrosa. Em primeiro lugar para o colocar... Não é tão fácil como um tampão. 

Depois tem a questão da posição horizontal (aquela na qual a maioria das pessoas dorme). Tendo em conta que o copo não é absorvente, a possibilidade de fuga é bastante real. 

O ponto seguinte prende-se, no meu caso, com o facto de ter costas tortas (a coluna), o que faz com que a minha bacia esteja algo deslocada e consequentemente a minha vagina não está totalmente na posição vertical. Como tal, a possibilidade de fuga é igualmente real.

A parte de retirar o copo foi, ainda assim, a mais caricata. Ora, o copo traz no fundo uma pega que serve para retirar o copo (como o fio do tampão) e até diz nas instruções que depois de utilizar a primeira vez, se deve cortar essa pega à medida. Pois bem, alguém devia ter dito aos senhores que fazem os copos que se calhar deviam também ter mandado mais pega no caso de alguém precisar de acrescentar, como é o meu caso. Já estão a imaginar o cenário de tentar andar "no escuro" à procura da pega para o retirar.

Por fim, quando o retirei parecia que todos os meus órgãos reprodutores queriam sair do meu corpo através do copo tal era a situação de vácuo ali criada. Resultado: total desilusão.

 

Ainda assim, como quem quer dar uma segunda oportunidade às invenções dos dias de hoje e tal os benefícios (que de facto existem e são bons), voltei a tentar.

Não correu melhor. Mas pior que tudo isso, foi que ao retirar o copo, este escorregou-me das mãos e foi parar ao fundo da sanita - muito, muito agradável como imaginam. Sem copo e sem alternativa, lá me salvaram os pensos higiénicos que guardo no trabalho "para o caso de...". Ora imaginem lá isto na casa de banho do café, ou dos transportes públicos, ou outra qualquer situação constrangedora que possam imaginar.

 

Caso para dizer que desisti do copo. Mas não desisti das alternativas ecológicas. Hoje existem, igualmente, pensos reutilizáveis, feito com um material qualquer absorvente, que é lavável e desinfectável e que traz igualmente alguns benefícios como anunciar que não parece que têm uma fralda vestida. Prometo que irei experimentar e dar-vos nota do caso!

 

Por agora desejo que experimentem os vossos copos e que partilhem a vossa experiência ou opinião.

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Sobre Isto

O minimalismo apresentou-se a mim não como uma moda a adoptar no momento, mas como um estilo de vida a adoptar sempre. Como Ecologista convicta, sou totalmente contra o estilo de vida de consumo desenfreado que vivemos nos dias de hoje em que interessa ter muito. Acredito que "o caminho se faz caminhando" e por isso não coloco quaisquer expectativas sobre o que o futuro trará, ao invés, acredito nas mudanças presentes e que devemos viver agora o que deve ser vivido agora. Ter muitas coisas ocupa muito espaço físico e mental, muita preocupação. Minimalizar tornou-se uma prática de relaxamento e em que ter pouco é ter muito mais.

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