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Minimalismo Num Pedestal

Não é preciso ter muito, desde que se tenha as coisas certas.

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17
Abr16

Pílula #MyStory

Beatriz Goulart

A pedido de muitas famílias, e porque eu gosto de temas controversos, aqui está um aguardado post sobre a questão da pílula.

 

Eu comecei a tomar a pílula com 15 anos, se não me engano. Foi-me prescrita na primeira vez que fui ao ginecologista. Na altura tinha algumas borbulhinhas e namorado e então ele achou por bem prescrever-ma. Comecei a tomar a Yaz, da Bayer.

 

Mas, a pílula era horrível e dava-me enxaquecas gigantes, daquelas em que mal se consegue abrir os olhos, e toda a comida me deixava mal-disposta. Inacreditavelmente, a única coisa que conseguia comer eram Oreos. Por isso, ligámos para o ginecologista e ele alterou-me a pílula para a valette.

 

 

Esta já não me provocou grandes efeitos secundários, sem ser engordar uns quilinhos e continuar a ter borbulhas. Mas como uma pessoa confia nos médicos, continuei a tomá-la.

Tomei-a durante bastante tempo até a minha relação seguinte terminar (tinha eu 18 anos). Por essa altura, não via o propósito de continuar a tomar a pílula e parei de o fazer.

 

Foi nessa altura que começou a aumentar a minha quantidade de acne (post aqui), e eu decidi voltar a tomá-la, por ter achado que tal se devia a ter deixado de a tomar. No entanto, quando retomei, o acne continuava. Então, decidi falar com o ginecologista e pedir alguma pílula que tivesse um melhor efeito sobre o acne. Ele prescreveu-me a diane 35.

No entanto, o problema não melhorou, na verdade até se agravou. Se até esta altura eu tinha borbulhas daquelas superficiais, com cabeça branca, com esta pílula passei a ter borbulhas vermelhas, extremamente dolorosas e que me davam comichão. Ainda por cima, estavam concentradas numa mesma zona e deixaram-me marcas que irão ficar para sempre.

 

Decidi então, também parar de tomar esta pílula, até porque não tinha nenhuma relação na altura e não via o propósito de continuar a tomar. No entanto, a minha menstruação passou a ser bastante mais dolorosa.

 

Um dia, em conversa com uma amiga sobre isto, ela disse-me para ir a uma consulta de planeamento familiar e expôr a situação (até porque o meu acne continuava) e eu não teria que pagar pela pílula, uma vez que o SNS a distribuía gratuitamente.

 

Lá fui eu, expliquei toda a situação e prescreveram-me a Minigeste.

 

Sim, já dá para perceber que a Bayer detém o monopólio das pílulas mais prescritas em Portugal.

 

Enfim, comecei a tomá-la, mas, de novo, não estava a ajudar em nada com o problema do acne e eu não tinha a necessidade de a tomar pelo princípio para que foi criada: contracepção.

 

No entanto, como entretanto fui à dermatologista que me prescreveu a isotretínoina, tive que continuar a tomá-la, uma vez que temos obrigatoriamente que estar a utilizar um método de contracepção hormonal, dados os efeitos secundários da isotretínoina em fetos.

 

Mas assim que parei a isotretínoina, decidi também parar a pílula. É verdade que aumentou a quantidade de borbulhas e, se calhar até a oleosidade. Mas dada a quantidade de efeitos secundários que já encontrei e dada a quantidade de testemunhos que já encontrei sobre a pílula, prefiro continuar a resolver o problema de formas mais naturais. Até porque acredito que assim que o meu sistema reencontrar o equilíbrio sem hormonas falsas, o problema se resolverá (refiro-me ao acne).

 

Não irei entrar em grandes detalhes sobre as coisas que encontrei. No entanto, deixo aqui os links para o caso de terem interesse em consultar algumas das coisas.

 

https://my.clevelandclinic.org/health/treatments_and_procedures/hic_Dental_Check-up/hic_Hormones_and_Oral_Health

 

http://www.healthywomen.org/condition/oral-health

 

http://www.webmd.com/sex/birth-control/birth-control-pills?page=4#2

 

http://www.everydayhealth.com/news/6-strange-side-effects-birth-control-pill/

 

http://goingoffthepill.org/hormonal-birth-control-risks-side-effects/

 

Há ainda imensas youtubers que dão os seus testemunhos:

 

https://www.youtube.com/watch?v=T1tyr_Lx0Fc

https://www.youtube.com/watch?v=iDq1tjsXwYY

 

 

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Sobre Isto

O minimalismo apresentou-se a mim não como uma moda a adoptar no momento, mas como um estilo de vida a adoptar sempre. Como Ecologista convicta, sou totalmente contra o estilo de vida de consumo desenfreado que vivemos nos dias de hoje em que interessa ter muito. Acredito que "o caminho se faz caminhando" e por isso não coloco quaisquer expectativas sobre o que o futuro trará, ao invés, acredito nas mudanças presentes e que devemos viver agora o que deve ser vivido agora. Ter muitas coisas ocupa muito espaço físico e mental, muita preocupação. Minimalizar tornou-se uma prática de relaxamento e em que ter pouco é ter muito mais.

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